sexta-feira, 4 de julho de 2014

COMENTADORES DESPORTIVOS


Rui Tovar
Rui Tovar, que faleceu ontem em Lisboa, aos 66 anos, seria talvez um dos últimos duma escola de verdadeiros jornalistas desportivos que conseguia, ao mesmo tempo, escrever bem sobre futebol e ser um dos bons comentadores do jogo que ouvi na Televisão, a par de outros mais antigos (porque sabiam do que falavam). 


Alves dos Santos, de óculos e de chapéu
Talvez o mestre e primeiro desta escola tenha sido o grande e inesquecível (para a minha geração) Alves dos Santos, não esquecendo o inimitável Gabriel Alves, homens que percebiam de bola e que nada têm a ver com alguns dos actuais comentadores "cientistas" que falam de futebol como se falassem da NASA, autênticos pavões que utilizam expressões irritantes (algumas absolutamente indecifráveis) para caracterizar um jogador ou uma jogada como se de uma experiência em laboratório e incubadora se tratasse. 

Um dos que, neste aspecto, mais se salienta e que desconfio que nunca deu um pontapé numa bola, nem sequer se calhar calçou umas chuteiras e que fala do futebol como se fosse uma ciência pensada e trabalhada ao milímetro em laboratório é o comentador Luís de Freitas Lobo, a meu ver uma "nódoa" absoluta por estar absolutamente desenquadrado com a função e o público amante do jogo e que muito deve irritar as pessoas que jogaram à bola e que percebem alguma coisa do jogo. Um jogo fácil e simples que requer leituras simples e não análises absolutamente bacocas e complicadas, quais experiências cientificas realizadas em Marte. Creio que terá sido ele que em vez de contra ataque passou a chamá-lo de transição e outras coisas mais...ao menos inventou qualquer coisa...
E até já poderá, se for o caso, registar a sua patente... 


Luís de Freitas Lobo, sem óculos nem chapéu

Eis algumas das suas "pérolas" que fui anotando em recentes jogos, por si comentados neste Mundial 2014:

-a forma de perder é igual à forma de ganhar e vice-versa
-Não necessita de tanta rigidez posicional
-à medida que arrancava ia atropelando toda a população russa
-tem dois braços e quatro pernas e nesta equipa haverá quem tenha quatro braços e quatro pernas
-dá-me vontade de gritar e agradecer à minha mãezinha por me ter posto neste mundo para ter a felicidade de relatar este jogo
-o pássaro gigante apareceu a voar na área da Bélgica
-ambas avançam em bloco ficando reduzidas a um 3x2x3x1x1
-duas equipas que conseguiram ler-se bem uma à outra
-Reparem que parte do lado direito como um vagabundo para depois aparecer na plataforma central, reparem tudo ao milímetro
-este empate acaba por ser o retrato do nó táctico deste encontro
-jogar sem bola não é para todos muito menos quando ela não está em campo
-O treinador está a transmitir-lhes precisamente o sabor amargo dos últimos 30 metros 
-Tenta dar-se ao jogo mas a equipa parece não o ver
-As equipas conseguem antecipar o que cada uma vai fazer
-quatro pivôts, três trincos, isto é um tubo de ensaio de futebol aqui representado c/régua e esquadro e tudo...

etc etc






1 comentário:

  1. Luís de Freitas Lobo=Catedrático da bola(neste caso,esférico)

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