sexta-feira, 11 de julho de 2014

ACABEI DE LER


"Eu e as minhas manas fizemos assim durante anos - levava-se um alguidar muito grande que se tinha para o quarto da cama, punha-se a panela de ferro cheia de água (a minha mãe tinha sempre uma panela de ferro ao lume com água). Em estando bem quente levávamos para o alguidar. Despíamos a roupa e uma dizia à outra "anda-me cá esfregar as costas". Em lavando as costas, punha-se ali um banco ou uma cadeira, metíamos os pés e ficávamos com o banho dado. Limpávamo-nos a um lençol que se tirasse da cama.Não tínhamos lençóis de banho (...). Tomávamos banho ao domingo."   

É apenas um pequeno excerto de uma história de vida contada na 1ª. pessoa, por alguém que viveu nos primeiros cinquenta anos do século XX em Portugal.

Um livro de que gostei, pois traz-me à memória conversas que ouvi muitas vezes aos meus pais e até situações que ainda vivi, fala e define muito bem o que foram as nossas gentes, as nossas necessidades, os tempos difíceis que muitos de nós vivemos, o tempo da sardinha para três que muitos ouvimos falar aos nossos pais, o tempo da educação dura que nos era dada, tão diferente da que é dada actualmente aos filhos de hoje, claro que os tempos são outros, mas...nem tanto ao mar nem tanto à terra... 

O livro divide-se em duas grandes partes. A primeira diz respeito aos aspectos do quotidiano e às diferentes formas de viver -e sobreviver- no Portugal do século XX. A segunda procura compreender processos e politização, espaços e formas de resistência.
Finalmente, em jeito de epílogo, já sobre o 25 de Abril de 1974. 

Uma curiosidade (positiva): este é um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o Ensino Secundário.



10 comentários:

  1. Sem tirar ou acrescentar mais...., também sou dos mesmos tempos, durante muitos anos, como se tomava banho...., só ao fim de semana, Sábado.
    De resto, nos dias após o banho, até ao seguinte banho, lavar cara, pés, mãos, e ossos do "ofício" e não só, por parcelas...
    Quem não pertenceu a esses tempos, não sabe dar o valor, ao que tem na actualidade....
    w

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  2. Sehr geehrte Severino

    Seit langem habe ich einen Blog besucht, ich gerne Blogs vor allem nackte Mädchen zu besuchen.
    Ich bin sehr glücklich mit dem Sieg Deutschlands in der Welt-Cup-2014. Spielst du noch Fußball?
    Ich möchte euch eine Tasse Kaffee zu trinken. Kann sein?

    Eine Umarmung

    Gerd Kohaupt

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    1. Kostspieliges Kohaupt

      Espero, daß Sie meine vorhergehende Anzeige auf macarrónico Deutsch einen ich

      wahrgenommen haben, umarmen

      Seve

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    2. Kostspieliges Kohaupt,

      wie, daß Sie Grube blogue entdeckten?

      Seve

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  3. Caro Gerd Kohaupt

    Lamento não conseguir traduzir a tua mensagem,daí não te puder responder,

    Aproveito para te dar os parabéns pelo título de Mundial de Futebol que a Alemanha acaba de conquistar e merecidamente.

    Um abraço e obrigado pela tua visita

    Seve

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  4. Kostspieliges Kohaupt,

    Folglich auch, das ich einen Kaffee mit meinem Freund trinken möchte, beim Wünschen ich alles Vergnügen diesbezüglich habe.

    Ein, das ich umarme

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  5. Olha o Lopes e o Severino....como é que eu fui encontrar estes piruns...
    temos que combinar uma valente almoçarada
    Pedro Mateus (tel 961415835)

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    1. Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

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  6. Então Severino fale lá com o pessoal e não esteja com medo porque a conta do almoço é dividida por todos.
    Se está com medo podemos ir aos macacos do Bo Azul
    Pedro Mateus

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