segunda-feira, 11 de julho de 2011

EDUCAÇÃO




Confrangedor!







Quando vou a um restaurante um cenário que me angústia é o facto de ver no fim das refeições os pratos ainda quase cheios que até dão a impressão de que a pessoa não comeu, apenas beliscou.



O mesmo cenário vejo frequentemente nas pastelarias, muita, mas muita gente deixa por consumir metade dos bolos, metade da sandes, metade da torrada, metade do galão, metade do "sumol", é efectivamente confrangedor e revelador de uma má educação do nosso povo (na actualidade).



Lembro-me que quando eu era miúdo os meus pais me ensinaram que nunca se deixava nada no prato, nunca se deitava nada fora nem um bocado de pão (duro que fosse), e se, por qualquer eventualidade (bolor, por exemplo) se não aproveitava só se deitava fora depois de lhe dar um beijo e de lhe pedir perdão.



Não é uma questão de miserabilismo mas apenas e tão somente uma questão de educação (ou falta dela) e, fundamentalmente, um modo de estar na vida.

8 comentários:

  1. Amigo
    É um facto real o que citas, que aproveitado, dava de comer, a tantos Humanos, que estão morrendo de fome, e outros estragam.
    Também fui criado, sem fome à mesa, mas o “supérfluo”, naquela época, que hoje se desperdiçam, nos cafés, restaurantes, etc., nunca por nunca, poderia acontecer, dado que se viesse à mesa, logo o destino, estava traçado, estômago.
    A educação, na alimentação, foi um traço importante que recebi, nada para estragar e nem deixar no prato, este, pelo o contrário, no fim das refeições, pareciam, “lavados”.
    Toda a alimentação, que ficasse na panela, no dia seguinte, com mais um apronto, se faziam novas refeições, nada para deitar ao lixo.
    A tal sardinha, divido por 4, já não sou desse tempo, foram sim, dos meus Avós e Pais.
    Aqui, no Norte, o primeiro prato, na mesa, foi sempre a sopa, depois o chamado “conduto”, era o prato possível, carne, peixe, etc., que a nossa Mâe, fazia tão bem, como os Seus Lindos Olhos, para os filhos, sempre os primeiros…
    W

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  2. Então e aqueles "animais" americanos que para entrarem para o guiness (coisa de patetas, isto di guiness) engolem 16 hamburgers em 3 minutos?

    Hoje entram para o guinesss e nessa mesma noite entram para a morgue pois claro. Abençoadinhos pois livramo-nos de mais um atrasado mental.

    Eu se um dia concorrense ao guiness seria num concurso de flatulência!!!! Oh meus amigos nem americanos, nem russos, nem fossem quem fossem venham eles que se eu estiver com a "marmita" afinadinha não tenho medo de ninguém.

    Um abraço.
    Almeidinha

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  3. Mas ainda há quem pense que deixar comida no prato é sinal de educação.
    Também sou do tempo das miséria e quem se esquecer da fome que ainda existe no mundo não terá vontade de deixar o prato quase como o encontrou.
    Kim

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  4. A Educação é muito linda, mas ela não é igual para alguns, e depois as razões aparecem, dado que só conseguem ver para a frente, faltando-lhes a educação, que é tão linda, e se saber estar na Vida, com uma boa transparência.
    Muitos morrem de fome, outros pela boca, dado não terem postura e nem qualidade-moderação, e só procuram a quantidade...
    Só se deve comer o essencial, e nunca se estragar, dado que as sobras, os antigos lavadores, e ainda existem alguns, que o fazem, dão para alimentar animais domésticos, mas derivados às sobras, ficam muitos Humanos, padecendo, por esse Mundo miserável, que só sabem explorar, quem trabalha e é educado.
    Tudo num genérico, parte da Educação, e esta se aplica, em todos os actos, dos Seres Humanos, e os próprios Animais, também o sabem fazer, quando educados para tal.
    W

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  5. Seve
    Acabei agora de ler esta palermice que para aqui vai e nem queria acreditar.
    Tu conheces-me muito bem e percebeste logo que o meu comentário não tinha nada a ver com ninguém. Nem sequer li os comentários que lá estavam. Como podes verificar o meu comentário é muito rápido. Pensava voltar mais tarde. Juro-te que é verdade.
    Julgo que este W é aquele teu amigo do Porto que por sinal já aqui mandou umas indirectas ao Benfica e eu nem melindrado fiquei. Tu sabes que eu não sou faccioso e já não é a primeira vez que aqui digo que o Porto é sem dúvida a melhor equipa portuguesa, coisa que um portista não seria capaz de fazer se fosse o Benfica o melhor.
    A vida são dois dias e não é aqui que me vou chatear. O W está a ser injusto pois mais uma vez reitero que nem sequer li o que ele escreveu, referia-me apenas às pessoas que costumam dizer que não deixar comida no prato é falta de educação (costuma-se até dizer que não se deve limpar o prato).
    Eu desafio o teu amigo a descobrir nos comentários, alguma vez que eu tenha sido deselegante com qualquer pessoa. Nem no meu blogue nem no de ninguém. Só que não me conhece pode pensar isso de mim.
    Onde é que eu tenho a mania de ser o maior? Não posso ter a minha opinião quando digo que não gosto do homem Saramago e que não sou comunista? E OS OUTROS PODEM DIZER TUDO ISSO?
    Se assim não fosse não teria os amigos que tenho, de todos os quadrantes políticos e cores futebolísticas.
    Lamento sinceramente e até é por este tipo de coisas que às vezes me abstraio de fazer comentários.
    Despois do que acabei de escrever, fui finalmente ler o comentário do W e não encontro nada que tenha a ver com aquilo de que ele se quixa. Ele lá saberá o que entendeu.
    Abraço amigo
    Kim

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  6. Escrevi abastraio em vez de abstenho. Dommage!
    Kim

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  7. Despois, quixa, enfim nem reli o que escrevi

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  8. mário cesariny / pastelaria


    Afinal o que importa não é a literatura
    nem a crítica de arte nem a câmara escura

    Afinal o que importa não é bem o negócio
    nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

    Afinal o que importa não é ser novo e galante
    - ele há tantas maneiras de compor uma estante!

    Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
    e cair verticalmente no vício

    Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
    antes de haver cinema madame blanche e parola

    Que afinal o que importa não é haver gente com fome
    porque assim como assim ainda há muita gente que come

    Que afinal o que importa é não ter medo
    de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
    Gerente! Este leite está azedo!

    Que afinal o que importa é por ao alto a gola do peludo
    à saída da pastelaria e, lá fora - ah, lá fora! - rir de tudo

    No riso admirável de quem sabe e gosta
    ter lavados e muitos dentes brancos à mostra.

    XL

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