terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

POR ONDE E COM QUEM ANDEI EM 2011 - III



Depois de ter conhecido a extrema solidão personificada pelo escrivão Bartleby que Herman Melville me apresentou, testemunhei, com HÉLDER COSTA (na foto de cima) uma série de CONVERSAS COM GENTE FAMOSA


Jesus Cristo falando com Mão-Tsé-Tung e Goebbels


Marilyn Monroe entabulando conversa com Mussolini e com o nosso humanista Damião de Góis



Freud com Darwin, tentando compreender o fogo romântico e revolucionário da Pasionaria.



Os racistas da Ku-Klux-Klan abordando num tom odioso Luther King e amesquinhando Maria Callas


Salazar justificando-se perante a Soror Mariana sobre o assassinato de Humberto Delgado


E muitas outras conversas que decorrem assim à minha frente, assistindo portanto a uma troca de ideias para que o passado nos ilumine o futuro.


Assisto ainda, em fins de Fevereiro, a uma história mágica sobre a vida com BREVE HISTÓRIA DOS MORTOS do norte-americano KEVIN BROCKMEIN, - o nosso lugar no mundo e as ligações que estabelecemos uns com os outros - e sobre um misterioso local situado além da morte. Esta é uma história de um fascinante poder e imaginação, que permanece em nós muito depois de virarmos a última página. Em A Breve História dos Mortos encontramos duas narrativas paralelas.
Na primeira somos levados à cidade, local onde os mortos se encontram depois da morte, e onde permanecem, até que sejam lembrados no mundo dos vivos. Quando a sua lembrança desaparece, eles desaparecem também da cidade.


Deixou-me a pensar...esta última viagem à cidade dos mortos.
E chega o mês de Março e é altura de conviver com "o estrangeiro"...mas disso vos falarei na próxima

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

UM SILÊNCIO CRIMINOSO

Lousada, 22 Fevereiro 2012 – O tribunal de Lousada absolveu hoje o arguido Afonso Dias do rapto de Rui Pedro, a criança desaparecida em Lousada a 04 de Março de 1998, por falta de provas.

Segundo o colectivo de juízes, não se provou nem a tese de rapto nem o encontro do menor com a prostituta que alegou ter estado com a criança no dia do seu desaparecimento.

Afonso Dias recusa-se a falar em tribunal.

Como é possível que este indivíduo (que até poderá estar inocente), perante a ansiedade daqueles pais, nomeadamente perante o atroz sofrimento da mãe (que aflige qualquer pessoa) se recuse a proferir uma palavra que seja, uma palavra de esperança, uma palavra que possa abrir uma pequeníssima porta, que possa trazer um pequenissimo raio de luz àqueles destroçados pais? Perante este cenário, só uma pessoa de coração glaciar conseguiria manter este silêncio, só um coração de pedra se conseguiria manter fechado a sete chaves.

Assim sendo como admitir a sua inocência???

Este silêncio deveria ser julgado, este silêncio é crime!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A NEGAÇÃO DA SEMANA

A Cátia Esperança (28 anos), minha ex-colega de trabalho, a sua mãe Benvinda Esperança (53 anos) e a sua filha Mariana (4 anos) foram chacinadas à catanada pelo Pai, Francisco Esperança, um ex-bancário de 56 anos, residente em Beja, e que na passada 5ª. feira à noite apareceu enforcado na cela onde estava. Todos os animais da casa foram igualmente chacinados.
Alguém conseguirá explicação para um acto destes, tão irraccional, tão macabro?
Realmente a mente humana é um mistério e este é um dos actos que foge ao raciocínio comum do ser humano. Será concerteza objecto de estudo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

RICARDO CORAÇÃO DE LEÃO





Poderá até haver razões para a saída do treinador Domingos Paciência mas, mais uma vez, não compreendo a saída de um treinador para desculpar os maus resultados. Creio que nunca, nos últimos vinte anos, o Sporting teve uma oportunidade de avançar com um projecto sólido para o futuro como com este treinador.

Nunca, mas nunca, concordei com a saída de um treinador (fosse ele qual fosse) a meio duma época, é quase sempre um erro tremendo e que não vai resolver nada no imediato nem no futuro.

Com Domingos Paciência o Sporting, numa determinada fase da época, praticou o melhor futebol dos últimos anos, a equipa mostrou um belíssimo futebol, uma consistência como equipa como há muito não via no meu clube.

Claro que agora se dirão muitas coisas que poderão ter contribuído para a sua saída mas, quando a mim, foi um erro.

Mas agora é seguir em frente e não olhar para trás.

Portanto, a partir de agora o meu treinador será o Sá Pinto, um sportinguista que todos os sportinguistas adoram, eu também gosto dele como sportinguista de rija têmpera, da sua raça, da sua força e de todo o querer que ele transmite e poderá até ser uma boa surpresa como o foi Paulo Bento.

E porque a esperança é verde eu confio no futuro do meu clube e tenho a esperança de que Ricardo Coração de Leão vai ter sucesso e trazer sucesso para o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL.



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

POR ONDE E COM QUEM ANDEI EM 2011 - II

Em Fevereiro continuo no México, mais precisamente no norte deste grande país da América do Norte (o 14º. maior do mundo e o 11º. mais populoso) agora na TERRA DE NINGUÉM com EDUARDO ANTÓNIO PARRA (na foto de cima). É um belo livro de contos situados na paisagem rural mexicana e também em paisagens urbanas do Norte do México deste jovem escritor mexicano (1965).



Com HERMAN MELVILLE, escritor americano (1819-1891) conheço depois a extrema solidão personificada no homem silencioso, "BARTLEBY,O ESCRIVÃO" que, tal como Kafka no grande, majestoso e inenerrável "O PROCESSO" (um dos melhores livros que li até hoje), nos apresenta alguém que não só age de forma contrária a toda a lógica, como constrange os outros a tornarem-se seus desalentados cúmplices. Herman Melville ( na foto de baixo) apresentou-me o escrivão Bartleby, através de um advogado de Wall Street, que o emprega como copista.
Apesar do escritório ter outros dois copistas não menos excêntricos, que se alternam diariamente nos períodos de mau humor, o narrador concentra o foco em Bartleby. Ele inicialmente parece ser um profissional capaz e reservado. Nada se sabe sobre ele, onde trabalhou, de onde veio, onde mora, se é casado, tem família ou mesmo qual sua idade. Até certo momento, isso desperta curiosidade, mas não importa, porque quieto no seu canto, ele faz o seu trabalho de maneira eficiente e sem incomodar os colegas.
O pacato Bartleby passa a ser considerado um problema quando lhe pedem para fazer algo e ele passa a responder simplesmente: “prefiro não fazer”. E só. Não explica o porquê, nem inventa desculpas. A situação se complica ainda mais quando Bartleby anuncia que prefere não mais trabalhar. Ainda assim, ele continua no escritório, em pé, olhando para a parede de tijolo do prédio vizinho.
Sem ver nas negações um indício de protesto, nem de desafio a sua autoridade, o advogado sente-se desarmado para lidar com a melancolia do silêncio de Bartleby.
Absolutamente confrangedor este escrivão com quem me consegui solidariezar; diria mais - arrebatador. A NÃO PERDER.

E assim chegamos a meados deste segundo mês do ano de dois mil e onze, entretanto, tenho já uma entrevista marcada com GENTE FAMOSA de que vos darei conta dentro de breves dias.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

PAIXÃO VERDE

Do meu caro amigo conterrâneo e correligionário Carlos Guerreiro (Rudy Kroll), grande centro-campista e nóvel treinador alentejano (de Beja) recebi esta deliciosa mensagem, que não resisto a passar-vos:
Já passava das 8 horas quando o gajo das pizzas chegou. O tabuleiro já estava estrategicamente colocado para levar para o sofá. Xandão e Rinauldo são titulares, manda-me Luis Mestre por mensagem! Com o Xerife fica mais fácil, há alguém com barba rija para meter o pé e para encostar o peito quando é preciso. Aqueles calções enfiados debaixo dos braços e a mordedura interna do céu da boca fazem com que só o olhar já seja respeitado pelos adversários. Começa a bola! Vamos Sporting! “Pai põe o Panda”, pede o Miguel, quando o mano Luis logo diz “não vês que tá a dar o Sporting!!!”. 1º momento de orgulho da noite. Adiante. Pereira cria a 1ª ocasião de golo, na nossa baliza! Pronto, hoje a sorte está para o nosso lado. Mantém-te calmo. Se esta não entrou, já não entra nada. Vejo o Pedro Caixinha no banco e é com grande orgulho que penso “és dos nossos!”. Mas hoje não podes ganhar. Desculpa amigo. O Xerife aparece e manda a bomba, qual Paul Scholes ou Ozil! Gooooooooolo! Foi-se o copo de sumo pró cacete! Barraca… O Luis rejubila, o Miguel continua com a chucha na boca e só diz ahahahahah, como que pensando “derrubaste essa merda, e agora não garreias, não!”. Outro golo! Capel! Não gritei porque ouvi o apito antes. Balbucio o tal palavrão entre dentes dirigido à mão do bandeirola, sendo que as imagens me dão razão, é limpo! Pior. O Sporting actual nem com duas de avanço me descansa, quando mais só com uma. Intervalo. Uma passagem pelos outros canais mostra o aborrecido Barcelona a vencer o Valência e a Juve a ganhar em São Siro. Jogos menores. Hoje é dia de Sporting! Penso ao intervalo “o Xandão não se aguenta com um amarelo, vai pra rua”. Começa a 2ª. em toada morna. Não entusiasmamos, cada lance que eles aceleram é um ai Jesus. “Põe o Panda pai!”. Pode ser o Nemo? Sem som? Ok. Vejo contudo, de soslaio, que o Luis não tira os olhos do Sporting e o Miguel, vá lá, divide as atenções. Com 2 anos 1 peixe cor de laranja é mais chamativo que ver uma disputa de bola entre o Mateus e o Polga, compreende-se. Por enquanto, que só tem 2 anos. Daqui a 6 meses já será problemático! Rondon é expulso, por vir a dar porrada ao Xerife desde a grande área. Justo. Penso, “contra 10 não podemos falhar, temos de matar já o jogo”. Mas depois o Polga parecia que estava ali ao meu lado, no sofá, a ver o Diego subir e cabecear para golo. Ó Polga, vai-te f…. Disputa a bola! O meu Baião ou o meu Pálinho limpavam fácil! Que enrolo! 20 minutos. Vou ao Jamor ver o Caixinha, está feito… O Matias começa a puxar dos galões! Até dá ânsias ver como joga este menino! Ele e o miúdo Carrillo são as minhas esperanças. As únicas , porque o Xerife já saiu! Até que Insua, esse bom lateral esquerdo que queremos transformar em ala quando tínhamos Izmailov no banco, entra na área e enleia-se com o lateral! “PENALTIIIIIIIIIIIIIII”, grito eu! E o Proença marca! O Óscar, moço que estudou em Beja, e o Aurélio entram em campo indignados. O João é expulso. Compreende-se a indignação. É forçado, aceito. Mas o baby face não tremeu e já está! Já me cheira a Jamor! “Com 15 minutos contra dez não podemos sofrer golos!”. Mas aquela casa treme por todos os lados e o angolano Mateus (mas que raio, a equipa do Nacional tem mais malta alentejana ou que passou por cá por Beja que muitas equipas têm portugueses!) ainda tem mais uma, onde 5 ou 6 leões saltam sobre 1 e perdem a bola, esquecendo-se do Mateus sozinho na boca da área. E estamos contra 10! “Bem Patricio! Bem Liliana, estás a fazer um bom trabalho, o homem está soltinho, defende tudo!”. No fim do jogo, a cereja, o gaiato formado no Carnide vai por ali fora, limpa todos os que lhe aparecem à frente, e à saída do guardião faz a redondinha sobrevoar o guardião e entrar. A ser o Daniel Alves era um golão, como é o João de Chelas, vamos ouvir “estava no fim, eles estavam mortos, o outro escorregou, as bolas já estavam vazias,etc, etc”. No fim mando a mensagem tradicional aos meus: “arranja o grelhador, levamos minis e médias, o pão compramos na fermento e saímos às 8 da manhã, para os carros entrarem na mata antes do encerramento do trânsito”. Estamos no Jamor! Ser do Sporting é sofrer, é ter esta paixão louca, e irmos à final da Taça, podermos passar um dia com amigos, ouvirmos o hino e vermos o grande SPORTING jogar, é um prémio merecido tendo em conta os tempos que passamos e os que aí vêm, com falência técnica, menor qualidade, etc. Mas a paixão, essa, não nos podem tirar!!!! ” Ganhámos pai!” diz o Luis, “anda dormir Miguel”, diz a Alexandra. “Pai, põe o Panda”, diz o Miguel, e quando se vem despedir de mim à sala, e eu já estou de portátil na mão a ver as notícias e as opiniões, ainda tem força para apontar para o computador e dizer “O pintinho Pio!”.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O QUE ANDO A LER




O título deste post já está ultrapassado porque entretanto já acabei de ler "FREDERICO GARCIA OU EXISTÊNCIA INACABADA" de J.M.COURINHA.


*É o primeiro livro deste jovem autor que vive actualmente em terras do Baixo Alentejo.


Eis uma daquelas agradáveis surpresas que, quando as expectativas são baixas, e quando menos esperamos, nos surge um livro que nos prende, página a página, fazendo-nos às vezes parar para pensar e para meditar. É a história de três amigos da província, das suas vidas, dos seus percursos distintos e fundamentalmente de três naturezas divergentes. Três excelentes personagens, três vidas excitantes: Frederico, uma personalidade ímpar através do qual podemos avaliar várias formas de percepcionar a existência de cada um, as suas tristezas, alegrias, objectivos, segredos, sonhos e vícios secretos; Bruno, o menino pobre, filho de uma doce mãe e de um pai troglodita que a assassina e, sem dúvida a personagem mais forte, o Sr. Rebelo, alguém que sempre adoraríamos encontrar na vida e de quem é impossível não gostar-o mundo seria melhor se todos tivéssemos o despreendimento e a humanidade de Don Rebelo-.

Gostei deste livro recentemente editado (Setembro de 2011).






*Nota:-A propósito de ser o primeiro livro deste jovem escritor permito-me aqui transcrever o que, sobre o facto, dizia Vergílio Ferreira (que já tive oportunidade de dizer ao próprio autor):-rarissimamente um autor começa com um primeiro livro, mesmo que bom-Começa normalmente com o segundo ou terceiro que torna enfim visível o primeiro.
Por isso Courinha, vamos ao segundo e ao terceiro.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

A NEGAÇÃO DA SEMANA

A desumanização universal da sociedade caminha para o seu ponto mais alto (ou mais baixo...), com os nossos velhos a morrerem absolutamente sós e abandonados, sem assistência, sem nada nem ninguém, é a sociedade ultra/troglodita no seu absoluto zénite, aliás, creio que este facto é directamente proporcional à gente que nos governa (e ao mundo) e que nos está a conduzir para um tipo de sociedade que não nos deixa alternativas e as suas políticas conduzem inevitavelmente ao que está sucedendo. As pessoas não têm por onde escapar ou seguem o caminho que eles traçam ou serão trucidadas. É a desumanização total no poder.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O MAIS COMENTADO EM 2011

Diógenes e os livros", aqui "postado" em 14 de Outubro último, foi o mais comentado em 2011



Diógenes, o filósofo grego que viveu em extrema pobreza e que durante o dia deambulava pelas ruas carregando uma lamparina alegando que andava à procura de um homem honesto...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

POR ONDE E COM QUEM ANDEI EM 2011 - I

A exemplo do ano passado irei fazer um balanço dos caminhos que percorri, das terras por onde andei e das gentes que conheci, através dos livros que li em 2011.
Foi com dois "Contos de Natal" de CHARLES DICKENS (1812-1870), que, em Janeiro de 2011, iniciei a minha jornada por terras da velha Inglaterra, convivendo com o mundo fantástico deste grande escritor inglês do século dezanove, e que neste livrinho me dá a conhecer o avarento Mr. Scrooge no denso nevoeiro das terras de sua majestade.







De volta a Portugal, ainda neste primeiro mês de 2011, é com o 7º. Presidente da República Portuguesa, MANUEL TEIXEIRA GOMES (em plena pose neste confortável cadeirão), algarvio nascido em Vila Nova de Portimão-1860-1941, que conheço, com GENTE SINGULAR:
-Hércules, o mais célebre dos heróis que recebemos da antiguidade clássica
-que me coloca no ambiente de RILHAFOLES, palavra que entrou no nosso léxico como sinónimo de local de loucos
-que fico a saber que o Jornal do Comércio iniciou a sua publicação em Lisboa, em 1853
-que Marte é o Deus da guerra entre os Romanos
-que Liberty (actualmente uma Companhia de Seguros) é, por volta da mudança do século passado (do XIX para o XX), uma corrente artística que se espalhou pela Europa e pelos EUA. Este estilo ganha designações diferentes conforme os países em que se desenvolve: Art Nouveau em França e na Bélgica,, Modern Style em Inglaterra, Liberty em Itália, Juventud em Espanha
-que o Restaurante Leão de Ouro ficou ligado à história de arte portuguesa porque aí se formou e reuniu o Grupo do leão que unia à volta de Silva Porto, Rafael, Columbano Bordalo Pinheiro e Malhoa (grandes homens da pintura portuguesa). Passava-se o ano de 1881 e, em 1885, Columbano pintava o célebre quadro do GRUPO DO LEÃO grupo que, durante alguns anos, teve impacte na vida artística portuguesa.

Acedendo a um convite de JOSÉ EMÍLIO PACHECO que nasceu na cidade do México em 1939, figura central da vida literária e cultural do seu país, rumo, em fins de Janeiro, para o país que viu nascer o grande Mário Moreno (Cantinflas).E com AS BATALHAS NO DESERTO, fico a par dum amor impossível, e a conhecer a corrupção social e política, a modernização do México ou o desaparecimento do país tradicional.
Ao mesmo tempo que vai resgatando memórias de uma cidade que ama intensamente -mas que aqui recria sem nostalgia e denuncia de uma forma implacável- através do amor de Carlitos, o autor aprofunda a cumplicidade com os leitores, numa linguagem simples, depurada, comovente e aberta a várias leituras e interpretações. O autor: José Emilio Pacheco nasceu na cidade do México, em 1939. Figura central da vida literária e cultural do seu país, recebeu ao longo da sua carreira alguns dos mais prestigiados prémios literários.


Em Fevereiro deambularei por outras paragens dialogarei com novas gentes e disso aqui vos darei conta na proxima oportunidade.

domingo, 22 de janeiro de 2012

AS NEGAÇÕES DA SEMANA











A negação mais evidente desta semana terá sido o comandante do COSTA CONCORDIA (um dos vinte e seis maiores navios do mundo), afundado ao largo da ilha de Giglio, na região da Toscana em Itália. Parece que quis mostrar uma habilidade à bailarina moldava que o acompanhava nas noites e dias quentes deste tórrido cruzeiro (cujo nome não fazia parte das listas de passageiros e tripulantes) fazendo um desvio não autorizado da sua rota ficando assim demasiado perto da costa e batendo contra um recife. O exemplo da cobardia (por tudo o que se seguiu)e da incompetência (ó amigo PP eles estão em todo o lado, dizias-me tu já aqui há mais de quinze anos).



Outra negação evidente desta semana: João Proença secretário geral da UGT que sacudindo a água do capote tenta justificar-se (com os outros) o acordo da Concertação Social que a Central Sindical que lidera acaba de celebrar. Quem lidera, para o bem e para o mal, terá que assumir as suas responsabilidades porque se não tem "cabedal" para aguentar as pressões nem as críticas então nunca poderá ocupar o lugar de líder.





E por fim Bojinov, o vulgar jogador búlgaro que, na passada quinta-feira no jogo Sporting-Moreirense, insistiu em marcar um penalty depois de ter empurrado o colega que estava indigitado para o fazer, e, num momento crucial do jogo, falhou-o. Devo no entanto confessar que compreendo a ânsia e a atitude do jogador (face ao seu estado de espírito actual) mas não poderá haver comportamentos destes pois para além de desautorizar quem comanda amarfanhou todo um grupo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A NETA DOS MARQUESES DE TÁVORA






Fruto de uma investigação de treze anos "AS LUZES DE LEONOR" é o livro que estou actualmente a ler. É uma monumental obra (mil e tal páginas) sobre a vida de Leonor de Almeida, a Marquesa de Alorna, neta dos célebres Marqueses de Távora.


Nesta obra grandiosa cruzam-se várias figuras históricas (Marquês de Pombal, Intendente Pina Manique, Abade Correia da Serra, Bocage, os Távora, D. Maria I (a Rainha Louca), entre muitos outros), revelam-se os fulgores dos salões e das cortes (Viena, Paris, Londres, Lisboa). Testemunha-se a Revolução Francesa. Ouvem-se os cascos dos cavalos nos escalavrados caminhos da época, sente-se o cheiro nauseabundo das porcas ruas de Lisboa.


Maria Teresa Horta (escritora, poeta e pensadora) construiu um bom livro sobre Portugal, sobre a nossa cultura, sobre a Europa e que estou a gostar de ler.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

OS AMIGOS










Há mais de quarenta anos que é assim, no segundo sábado do primeiro mês de cada ano reúnem-se os amigos de sempre, por vezes aparecem aqueles que não víamos há dezenas de anos, ainda por exemplo no último sábado neste encontro de 2012 apareceu o Vitor que não víamos há mais de vinte anos (o Vitor que nos seus verdes anos fez, entre outros anúncios para a TV e não só, o dos gelados OLÁ).
É um dia todo dedicado à amizade às recordações ao relembrar de tantas e tantas façanhas que agora nos fazem algumas rir às gargalhalhas e outras sorrir com um sorriso carregado de nostalgia dos nossos tempos de meninos...é um dia inesquecível, um dia para sonhar.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Milhões, Milhões...















Não serão, nos tempos que passam, os ordenados/prémios/benesses dos futebolistas, milhões e milhões, uma verdadeira afronta a quem se impõe tantos e tantos sacrifícios?




Espanta-me que ninguém questione estes verdadeiros escândalos...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

SEGUROS ORIGINAIS - II










Já todos ouvimos falar de artistas famosos que subscrevem seguros para várias partes do seu corpo. Estas apólices variam de seguradora para seguradora e são normalmente analisadas individualmente, uma vez que se tem de ter em conta aspectos diversos do segurado, como por exemplo a sua carreira ou estilo de vida.
Normalmente, os prémios cobrados para este tipo de seguro são extremamente elevados e as indemnizações não tão generosas. Além disso, as exclusões são imensas. No entanto, apesar do mediatismo que por vezes rodeia este tipo de contratos, a verdade é que se tratam de seguros que existem em número reduzido. Ainda não há muito tempo uma destas celebridades (na foto) apresentou uma proposta para segurar o insegurável...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

UM FILME - I









"A MISSÃO" - "assombroso" é a palavra que, para mim, melhor define este magnífico filme, com dois actores verdadeiramente magníficos (Robert De Niro e Jeremy Irons), e com uma banda sonora igualmente memorável que é, ao mesmo tempo, perturbante e repousante (Ennio Morricone).

No final do século XVIII Mendoza (Robert De Niro), um mercador de escravos, debate-se com uma crise de consciência depois de ter morto seu irmão Filipe que se havia envolvido com Carlotta. Ela tinha-se apaixonado por Felipe mas Mendoza não aceitou o facto, dado o seu relacionamento com ela.

Para se tentar penitenciar Mendoza torna-se padre e une-se a Gabriel (Jeremy Irons), um jesuíta bem intencionado que luta para defender os índios, mas depara-se com interesses económicos absolutamente terríficos.

Inesquecível!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

JOVENS ESCRITORES PORTUGUESES - IV









GONÇALO M. TAVARES





"MATTEO PERDEU O EMPREGO"



Matteo responde a um anúncio de emprego. Toca à campainha e uma mulher recebe-o. Mas a mulher apresenta uma particularidade estranha. É a primeira proposta de trabalho de Matteo em muitos meses: aceita-a. Mas Matteo não suporta aquele ofício durante muito tempo. Responde a um novo anúncio. Toca à campainha e um homem abre a porta e recebe-o. De novo, a mesma particularidade estranha.Várias personagens e episódios sucedem-se como peças de dominó que vão caindo umas sobre as outras. As personagens cruzam-se e cada uma delas é abandonada quando surge a seguinte. São ligações sucessivas - até que se chega a Matteo, o homem que perdeu o emprego. Absolutamente "novo" este livro que acabo de ler do mais famoso escritor jovem português da actualidade.


Desconcertante é a palavra mais adequada que encontro para definir este jovem escritor português.


GONÇALO M.TAVARES - escritor e professor universitário português.. Nasceu em Agosto de 1970 em Luanda e em 2001 publicou a sua primeira obra.
Recebeu os mais importantes Prémios em Língua portuguesa, nomeadamente o Prémio José Saramago em 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP em 2004 com o romance - "Jerusalém" (Caminho); o Prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do Jornal Expresso, com o livro O Senhor Valéry (Caminho); o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com Investigações.Novalis (Difel) e o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores "Camilo Castelo Branco" com água, cão, cavalo, cabeça (Caminho).
Os seus livros deram origem a peças de teatro, objectos artísticos, vídeos de arte, ópera, etc. Estão em curso cerca de 160 traduções distribuídas por trinta e dois países.
O romance "Jerusalém" foi incluído na edição europeia de "1001 livros para ler antes de morrer – um guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos".
José Saramago no discurso de atribuição do Prémio ao romance "Jerusalém", disse:«'Jerusalém' é um grande livro, que pertence à grande literatura ocidental. Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos: dá vontade de lhe bater!».
Dele disse ainda o escritor espanhol Enrique Vila-Matas, no Magazine Littéraire: "... de narrador de raça a génio de um imenso futuro. É um escritor que não vai continuar muito mais tempo despercebido nessa Europa…"
"Tavares triunfará, isso é algo que se vê já a chegar." (El País - Espanha)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

JOVENS ESCRITORES PORTUGUESES III


















RUI CARDOSO MARTINS
"DEIXEM PASSAR O HOMEM INVISÍVEL"



Durante uma grande enxurrada em Lisboa, um homem - cego desde os 8 anos, advogado - cai numa caixa de esgoto aberta, situada junto da igreja de S. Sebastião da Pedreira. Na mesma altura, um escuteiro que regressava de uma actividade na mesma igreja é também arrastado para o mesmo esgoto. É a viagem de ambos, através de uma Lisboa subterrânea, enquanto cá fora são tomadas todas as medidas para os salvarem, que o autor nos conta neste segundo livro. Mas é também a entreajuda, a cumplicidade entre o cego e a criança, naquela terrível aventura. Pelo meio, as histórias de um ilusionista - Seripe de nome artístico, na realidade Pires ao contrário -, as recordações do homem cego do tempo antes de aquilo acontecer, a história de um camaleão que não acertava com a cor, e tantas outras tornam a leitura deste livro extremamente aliciante de mais um jovem escritor português.



RUI CARDOSO MARTINS - (Portalegre, 1967) é um jovem escritor, jornalista e argumentista português. Foi repórter e cronista no Público, e foi um dos fundadores das Produções Fictícias, sendo um dos escritores do programa Contra Informação da RTP1. Para o cinema escreveu o guião de Zona J e (em parceria) o da longa-metragem"Duas Mulheres". O seu primeiro livro, " E se eu gostasse muito de morrer", de 2006,, está na quarta edição em Portugal, tendo sido publicado também em Espanha e na Hungria. Este (Deixem passar o homem invisível") é o seu segundo livro, e foi premiado com o Grande Prémio de Romance e Novela da APE-Associação Portuguesa de Escritores/Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas

sábado, 24 de dezembro de 2011

NATAL




É nesta época que me vejo menino, radiante e deslumbrado, era uma noite especial em que os olhos pareciam brilhantes, e como éramos felizes nesta noite mesmo com o sapatinho (à meia-noite) com meia dúzia de bombons, lembram-se...




Boas Festas para todos

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

JOVENS ESCRITORES PORTUGUESES - II























DAVID MACHADO
DEIXEM FALAR AS PEDRAS
Narra a história de Nicolau Manuel, preso no dia em que se ia casar e nunca mais voltou. Viveu na urgência de contar a verdade à noiva, Graça Penedo, que acabaria por se casar com o alfaiate que lhe fizera o fato do casamento (e não só...).
Outro livro que li quase ininterruptamente (excelente), doutro jovem autor português, que prenuncia bons livros, outras belas histórias.

David Machado- (Lisboa - 1978), ganhou o Prémio Branquinho da Fonseca 2005, da Fundação Calouste Gulbenkian/ Semanário Expresso, com o livro infantil A Noite dos Animais Inventados que a Presença publicou na colecção «Arca do Tesouro». Além de vários títulos infantis, David Machado publicou ainda, nas «Grandes Narrativas», o romance O Fabuloso Teatro do Gigante e o livro de contos Histórias Possíveis. Em 2004, publicou pela editora Coolbooks o conto O Fantástico Verão do Café Lanterna. É licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, de Lisboa.