terça-feira, 6 de outubro de 2015

LEITURAS 2015 - XXXV - "SÓ SE MORRE UMA VEZ" - RITA FERRO


Para alguma surpresa minha RITA FERRO não consegue esconder (certamente que nem será essa a sua intenção), ao longo das páginas deste diário as suas origens ligadas ao antigo regime e, sobretudo, às famílias que durante mais de quarenta anos dominaram Portugal. Revela-se até algo retrógrada e saudosista dum tempo que não deixou saudades à maioria do povo português. Obviamente que tal facto não impediu que eu tivesse gostado de a ler, porque se revela uma mulher transparente e humana e, sobretudo, não me parece nada calculista (qualidade que aprecio). 

"SÓ SE MORRE UMA VEZ" é um diário que nos revela situações absolutamente simplistas e, por vezes, demasiado fúteis; por isso se lê como se lê uma qualquer revista cor de rosa.

Com todo o respeito e sem qualquer intenção de demérito para a escritora Rita Ferro ou para os seus livros, não posso no entanto deixar de confessar que, com tanto livro bom que eu tenho para ler, não sei quando voltarei a ler um de Rita Ferro. 
Foi o primeiro, de qualquer modo, não sei, se terá sido o último.

Contudo, tento não perder às quartas-feiras na Antena Um, entre as vinte e três e as vinte e quatro horas, a sua conversa sobre livros no programa "a páginas tantas". 



4 comentários:

  1. Por que razão leu esta "escritora"?
    Tantos livros bons, tantos óptimos escritores.

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    1. Meu caro

      Só depois de ler poderei dizer que não gosto ou que não presta (para mim).

      Naturalmente que, como muito bem realça, com tantos livros bons, tantos óptimos escritores, deveremos tentar fazer uma selecção daqueles que pensamos serem melhores, até porque, como disse um dia Pacheco Pereira, não conseguiremos ler mais de 5.000 livros ao longo da nossa vida.

      Eu nem sempre faço essa selecção porque a minha curiosidade (no que diz respeito aos livros) está sempre alerta e não se cansa de descobrir.

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  2. Sou suspeito para falar da Rita Ferro, por gostar dela, principalmente pela sua frontalidade, Severino.

    Li o "diário 1" (Veneza a Vida Pode Esperar) e espero ler esse. Não é bem literatura, como acontece com todos os diários, pois nem todos os estados de alma se prestam a isso.

    Mas é bom haver pessoas que não se escondem atrás das palavras, que têm orgulho das suas raízes, mesmo que estejam ligadas ao Estado Novo, e consigam olhar para dentro delas, como a Rita consegue (com humor e sentido critico).

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  3. Perfeitamente de acordo Caro Luís.

    Porventura não terei conseguido as palavras certas para definir a escritora e mulher Rita Ferro, que considero.

    Obrigado pelas suas palavras com que, repito, estou plenamente de acordo.

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