terça-feira, 23 de setembro de 2014

BONECOS DA BOLA

FERNANDO CABRITA, faleceu ontem (22.09.2014) aos 91 anos de idade.
Um grande vulto do futebol, e um dos nomes do futebol português que ouço desde menino.

no Olhanense, o seu 1º. grande clube 
Ficou célebre a frase que parece ter proferido com o intuito de incitar e motivar os jogadores portugueses, aquando dum importante jogo de Portugal na fase final do Europeu de Futebol de 1984, em França - VAMOS A ELES QUE NEM TARZÕES -, foi este, talvez, o mais importante momento da sua carreira, pois como seleccionador nacional, no comando de um grupo notável, atingiu as meias-finais, durante o qual contou com a colaboração de José Augusto, Toni e António Morais (este último também já desaparecido).
no S.C.Covilhã 
FERNANDO CABRITA, um nome do futebol português que marcou gerações. Foi jogador (representou 3 clubes - Olhanense, Angers (França) e Sporting da Covilhã), treinador e Seleccionador Nacional. Prestou serviço em diversos clubes, mas o Benfica parece ter sido a sua maior paixão. 



Fernando Cabrita em 1967/68 como treinador principal no Benfica 

Segundo os seus jogadores era um psicólogo puro/genuíno. Por exemplo António Sousa, um dos grande jogadores portugueses que foi treinado por ele, não o esqueceu e recorda-o assim:

"Fernando Cabrita foi uma pessoa de enormes qualidades que deixou muitas marcas positivas no futebol português. Foi, curiosamente, um dos homens que impulsionou a minha carreira no Beira-Mar, quando tinha apenas 18 anos.
Era um homem puro, de aço, de coragem, amigo do amigo, com uma identidade muito própria. Tive a felicidade de conviver com ele no Beira-Mar e, mais tarde, na Selecção Nacional. Explorou muito as minhas capacidades, sobretudo a nível psicológico, em termos de liderança dentro do campo. Era dos melhores...», elogiou o técnico, que aproveitou para contar a A BOLA um episódio que não mais esqueceu:

«Quando nasceu o meu filho Ricardo, em Aveiro, Fernando Cabrita foi dos primeiros a chegar à maternidade, com a sua prendinha... São momentos como esse que nunca se esquecem. Infelizmente tinha perdido o seu rasto nos últimos anos, mas é com enorme saudade que o irei recordar para sempre.» 

na Selecção Nacional

2 comentários:

  1. VAMOS A ELES QUE NEM TARZÔES

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  2. " Vamos a eles....", precisamos muito destes Homens.
    w

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