segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O MAIS COMENTADO EM 2011

Diógenes e os livros", aqui "postado" em 14 de Outubro último, foi o mais comentado em 2011



Diógenes, o filósofo grego que viveu em extrema pobreza e que durante o dia deambulava pelas ruas carregando uma lamparina alegando que andava à procura de um homem honesto...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

POR ONDE E COM QUEM ANDEI EM 2011 - I

A exemplo do ano passado irei fazer um balanço dos caminhos que percorri, das terras por onde andei e das gentes que conheci, através dos livros que li em 2011.
Foi com dois "Contos de Natal" de CHARLES DICKENS (1812-1870), que, em Janeiro de 2011, iniciei a minha jornada por terras da velha Inglaterra, convivendo com o mundo fantástico deste grande escritor inglês do século dezanove, e que neste livrinho me dá a conhecer o avarento Mr. Scrooge no denso nevoeiro das terras de sua majestade.







De volta a Portugal, ainda neste primeiro mês de 2011, é com o 7º. Presidente da República Portuguesa, MANUEL TEIXEIRA GOMES (em plena pose neste confortável cadeirão), algarvio nascido em Vila Nova de Portimão-1860-1941, que conheço, com GENTE SINGULAR:
-Hércules, o mais célebre dos heróis que recebemos da antiguidade clássica
-que me coloca no ambiente de RILHAFOLES, palavra que entrou no nosso léxico como sinónimo de local de loucos
-que fico a saber que o Jornal do Comércio iniciou a sua publicação em Lisboa, em 1853
-que Marte é o Deus da guerra entre os Romanos
-que Liberty (actualmente uma Companhia de Seguros) é, por volta da mudança do século passado (do XIX para o XX), uma corrente artística que se espalhou pela Europa e pelos EUA. Este estilo ganha designações diferentes conforme os países em que se desenvolve: Art Nouveau em França e na Bélgica,, Modern Style em Inglaterra, Liberty em Itália, Juventud em Espanha
-que o Restaurante Leão de Ouro ficou ligado à história de arte portuguesa porque aí se formou e reuniu o Grupo do leão que unia à volta de Silva Porto, Rafael, Columbano Bordalo Pinheiro e Malhoa (grandes homens da pintura portuguesa). Passava-se o ano de 1881 e, em 1885, Columbano pintava o célebre quadro do GRUPO DO LEÃO grupo que, durante alguns anos, teve impacte na vida artística portuguesa.

Acedendo a um convite de JOSÉ EMÍLIO PACHECO que nasceu na cidade do México em 1939, figura central da vida literária e cultural do seu país, rumo, em fins de Janeiro, para o país que viu nascer o grande Mário Moreno (Cantinflas).E com AS BATALHAS NO DESERTO, fico a par dum amor impossível, e a conhecer a corrupção social e política, a modernização do México ou o desaparecimento do país tradicional.
Ao mesmo tempo que vai resgatando memórias de uma cidade que ama intensamente -mas que aqui recria sem nostalgia e denuncia de uma forma implacável- através do amor de Carlitos, o autor aprofunda a cumplicidade com os leitores, numa linguagem simples, depurada, comovente e aberta a várias leituras e interpretações. O autor: José Emilio Pacheco nasceu na cidade do México, em 1939. Figura central da vida literária e cultural do seu país, recebeu ao longo da sua carreira alguns dos mais prestigiados prémios literários.


Em Fevereiro deambularei por outras paragens dialogarei com novas gentes e disso aqui vos darei conta na proxima oportunidade.

domingo, 22 de janeiro de 2012

AS NEGAÇÕES DA SEMANA











A negação mais evidente desta semana terá sido o comandante do COSTA CONCORDIA (um dos vinte e seis maiores navios do mundo), afundado ao largo da ilha de Giglio, na região da Toscana em Itália. Parece que quis mostrar uma habilidade à bailarina moldava que o acompanhava nas noites e dias quentes deste tórrido cruzeiro (cujo nome não fazia parte das listas de passageiros e tripulantes) fazendo um desvio não autorizado da sua rota ficando assim demasiado perto da costa e batendo contra um recife. O exemplo da cobardia (por tudo o que se seguiu)e da incompetência (ó amigo PP eles estão em todo o lado, dizias-me tu já aqui há mais de quinze anos).



Outra negação evidente desta semana: João Proença secretário geral da UGT que sacudindo a água do capote tenta justificar-se (com os outros) o acordo da Concertação Social que a Central Sindical que lidera acaba de celebrar. Quem lidera, para o bem e para o mal, terá que assumir as suas responsabilidades porque se não tem "cabedal" para aguentar as pressões nem as críticas então nunca poderá ocupar o lugar de líder.





E por fim Bojinov, o vulgar jogador búlgaro que, na passada quinta-feira no jogo Sporting-Moreirense, insistiu em marcar um penalty depois de ter empurrado o colega que estava indigitado para o fazer, e, num momento crucial do jogo, falhou-o. Devo no entanto confessar que compreendo a ânsia e a atitude do jogador (face ao seu estado de espírito actual) mas não poderá haver comportamentos destes pois para além de desautorizar quem comanda amarfanhou todo um grupo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A NETA DOS MARQUESES DE TÁVORA






Fruto de uma investigação de treze anos "AS LUZES DE LEONOR" é o livro que estou actualmente a ler. É uma monumental obra (mil e tal páginas) sobre a vida de Leonor de Almeida, a Marquesa de Alorna, neta dos célebres Marqueses de Távora.


Nesta obra grandiosa cruzam-se várias figuras históricas (Marquês de Pombal, Intendente Pina Manique, Abade Correia da Serra, Bocage, os Távora, D. Maria I (a Rainha Louca), entre muitos outros), revelam-se os fulgores dos salões e das cortes (Viena, Paris, Londres, Lisboa). Testemunha-se a Revolução Francesa. Ouvem-se os cascos dos cavalos nos escalavrados caminhos da época, sente-se o cheiro nauseabundo das porcas ruas de Lisboa.


Maria Teresa Horta (escritora, poeta e pensadora) construiu um bom livro sobre Portugal, sobre a nossa cultura, sobre a Europa e que estou a gostar de ler.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

OS AMIGOS










Há mais de quarenta anos que é assim, no segundo sábado do primeiro mês de cada ano reúnem-se os amigos de sempre, por vezes aparecem aqueles que não víamos há dezenas de anos, ainda por exemplo no último sábado neste encontro de 2012 apareceu o Vitor que não víamos há mais de vinte anos (o Vitor que nos seus verdes anos fez, entre outros anúncios para a TV e não só, o dos gelados OLÁ).
É um dia todo dedicado à amizade às recordações ao relembrar de tantas e tantas façanhas que agora nos fazem algumas rir às gargalhalhas e outras sorrir com um sorriso carregado de nostalgia dos nossos tempos de meninos...é um dia inesquecível, um dia para sonhar.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Milhões, Milhões...















Não serão, nos tempos que passam, os ordenados/prémios/benesses dos futebolistas, milhões e milhões, uma verdadeira afronta a quem se impõe tantos e tantos sacrifícios?




Espanta-me que ninguém questione estes verdadeiros escândalos...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

SEGUROS ORIGINAIS - II










Já todos ouvimos falar de artistas famosos que subscrevem seguros para várias partes do seu corpo. Estas apólices variam de seguradora para seguradora e são normalmente analisadas individualmente, uma vez que se tem de ter em conta aspectos diversos do segurado, como por exemplo a sua carreira ou estilo de vida.
Normalmente, os prémios cobrados para este tipo de seguro são extremamente elevados e as indemnizações não tão generosas. Além disso, as exclusões são imensas. No entanto, apesar do mediatismo que por vezes rodeia este tipo de contratos, a verdade é que se tratam de seguros que existem em número reduzido. Ainda não há muito tempo uma destas celebridades (na foto) apresentou uma proposta para segurar o insegurável...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

UM FILME - I









"A MISSÃO" - "assombroso" é a palavra que, para mim, melhor define este magnífico filme, com dois actores verdadeiramente magníficos (Robert De Niro e Jeremy Irons), e com uma banda sonora igualmente memorável que é, ao mesmo tempo, perturbante e repousante (Ennio Morricone).

No final do século XVIII Mendoza (Robert De Niro), um mercador de escravos, debate-se com uma crise de consciência depois de ter morto seu irmão Filipe que se havia envolvido com Carlotta. Ela tinha-se apaixonado por Felipe mas Mendoza não aceitou o facto, dado o seu relacionamento com ela.

Para se tentar penitenciar Mendoza torna-se padre e une-se a Gabriel (Jeremy Irons), um jesuíta bem intencionado que luta para defender os índios, mas depara-se com interesses económicos absolutamente terríficos.

Inesquecível!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

JOVENS ESCRITORES PORTUGUESES - IV









GONÇALO M. TAVARES





"MATTEO PERDEU O EMPREGO"



Matteo responde a um anúncio de emprego. Toca à campainha e uma mulher recebe-o. Mas a mulher apresenta uma particularidade estranha. É a primeira proposta de trabalho de Matteo em muitos meses: aceita-a. Mas Matteo não suporta aquele ofício durante muito tempo. Responde a um novo anúncio. Toca à campainha e um homem abre a porta e recebe-o. De novo, a mesma particularidade estranha.Várias personagens e episódios sucedem-se como peças de dominó que vão caindo umas sobre as outras. As personagens cruzam-se e cada uma delas é abandonada quando surge a seguinte. São ligações sucessivas - até que se chega a Matteo, o homem que perdeu o emprego. Absolutamente "novo" este livro que acabo de ler do mais famoso escritor jovem português da actualidade.


Desconcertante é a palavra mais adequada que encontro para definir este jovem escritor português.


GONÇALO M.TAVARES - escritor e professor universitário português.. Nasceu em Agosto de 1970 em Luanda e em 2001 publicou a sua primeira obra.
Recebeu os mais importantes Prémios em Língua portuguesa, nomeadamente o Prémio José Saramago em 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP em 2004 com o romance - "Jerusalém" (Caminho); o Prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do Jornal Expresso, com o livro O Senhor Valéry (Caminho); o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com Investigações.Novalis (Difel) e o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores "Camilo Castelo Branco" com água, cão, cavalo, cabeça (Caminho).
Os seus livros deram origem a peças de teatro, objectos artísticos, vídeos de arte, ópera, etc. Estão em curso cerca de 160 traduções distribuídas por trinta e dois países.
O romance "Jerusalém" foi incluído na edição europeia de "1001 livros para ler antes de morrer – um guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos".
José Saramago no discurso de atribuição do Prémio ao romance "Jerusalém", disse:«'Jerusalém' é um grande livro, que pertence à grande literatura ocidental. Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos: dá vontade de lhe bater!».
Dele disse ainda o escritor espanhol Enrique Vila-Matas, no Magazine Littéraire: "... de narrador de raça a génio de um imenso futuro. É um escritor que não vai continuar muito mais tempo despercebido nessa Europa…"
"Tavares triunfará, isso é algo que se vê já a chegar." (El País - Espanha)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

JOVENS ESCRITORES PORTUGUESES III


















RUI CARDOSO MARTINS
"DEIXEM PASSAR O HOMEM INVISÍVEL"



Durante uma grande enxurrada em Lisboa, um homem - cego desde os 8 anos, advogado - cai numa caixa de esgoto aberta, situada junto da igreja de S. Sebastião da Pedreira. Na mesma altura, um escuteiro que regressava de uma actividade na mesma igreja é também arrastado para o mesmo esgoto. É a viagem de ambos, através de uma Lisboa subterrânea, enquanto cá fora são tomadas todas as medidas para os salvarem, que o autor nos conta neste segundo livro. Mas é também a entreajuda, a cumplicidade entre o cego e a criança, naquela terrível aventura. Pelo meio, as histórias de um ilusionista - Seripe de nome artístico, na realidade Pires ao contrário -, as recordações do homem cego do tempo antes de aquilo acontecer, a história de um camaleão que não acertava com a cor, e tantas outras tornam a leitura deste livro extremamente aliciante de mais um jovem escritor português.



RUI CARDOSO MARTINS - (Portalegre, 1967) é um jovem escritor, jornalista e argumentista português. Foi repórter e cronista no Público, e foi um dos fundadores das Produções Fictícias, sendo um dos escritores do programa Contra Informação da RTP1. Para o cinema escreveu o guião de Zona J e (em parceria) o da longa-metragem"Duas Mulheres". O seu primeiro livro, " E se eu gostasse muito de morrer", de 2006,, está na quarta edição em Portugal, tendo sido publicado também em Espanha e na Hungria. Este (Deixem passar o homem invisível") é o seu segundo livro, e foi premiado com o Grande Prémio de Romance e Novela da APE-Associação Portuguesa de Escritores/Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas

sábado, 24 de dezembro de 2011

NATAL




É nesta época que me vejo menino, radiante e deslumbrado, era uma noite especial em que os olhos pareciam brilhantes, e como éramos felizes nesta noite mesmo com o sapatinho (à meia-noite) com meia dúzia de bombons, lembram-se...




Boas Festas para todos

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

JOVENS ESCRITORES PORTUGUESES - II























DAVID MACHADO
DEIXEM FALAR AS PEDRAS
Narra a história de Nicolau Manuel, preso no dia em que se ia casar e nunca mais voltou. Viveu na urgência de contar a verdade à noiva, Graça Penedo, que acabaria por se casar com o alfaiate que lhe fizera o fato do casamento (e não só...).
Outro livro que li quase ininterruptamente (excelente), doutro jovem autor português, que prenuncia bons livros, outras belas histórias.

David Machado- (Lisboa - 1978), ganhou o Prémio Branquinho da Fonseca 2005, da Fundação Calouste Gulbenkian/ Semanário Expresso, com o livro infantil A Noite dos Animais Inventados que a Presença publicou na colecção «Arca do Tesouro». Além de vários títulos infantis, David Machado publicou ainda, nas «Grandes Narrativas», o romance O Fabuloso Teatro do Gigante e o livro de contos Histórias Possíveis. Em 2004, publicou pela editora Coolbooks o conto O Fantástico Verão do Café Lanterna. É licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, de Lisboa.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

JOVENS ESCRITORES PORTUGUESES - I






















AFONSO CRUZ

OS LIVROS QUE DEVORARAM O MEU PAI

-Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras.-

Uma pérola, este belíssimo livro que se lê de uma só vez de ponta a ponta (apenas 128 páginas).



AFONSO CRUZ-(Figueira da Foz- 1971) - escritor, realizador de filmes de animação, ilustrador e músico.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

DURÃO BARROSO - pergunto




Sinceramente que ainda não percebi qual será o papel de Durão Barroso na Presidência da União Europeia... (se calhar ignorância minha, confesso)


- "riscará" alguma coisa?


- terá algum voto na "matéria" ?


- como é possível um líder ser tão apagado (pelo menos aos meus olhos) e não ter (ao que me apercebo) a mínima interferência em algo que se veja e


- ser (penso eu) apenas uma marioneta das Standards & Poor's, das Srªs. Merkel e dos Sr. Sarkozy's e outros que tais...


...e "fugiu" este indivíduo de Portugal para fazer uma figura destas...que, ao contrário de muitos outros portugueses espalhados pelo mundo, em nada nos prestigia, bem pelo contrário.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

José Mestre "O Homem Sem Rosto"






























Não sei quantas vezes me cruzei no Rossio com o José Mestre, e quantas vezes o vi no cruzamento entre Queluz e Amadora a regular o transito, mas sempre que o via algo de escuro me invadia, pensava como seria o sofrimento deste ser humano e como é que ninguém tomava providências para a resolução deste caso tão chocante; seguia o meu caminho mas com uma escuridão terrível dentro de mim que me acompanhava não só naquele dia mas também nos seguintes.
Entretanto, no passado sábado tive oportunidade de ver na SIC uma reportagem sobre a operação que, finalmente, ao fim de tantos anos, permitiu remover o tumor que lhe cobria o rosto e que já o cegava dum olho.

Parece que o Estado Português despendeu nesta operação à volta de € 60.000. Ora até que enfim um dinheiro bem empregue e com o qual, tenho a certeza, a totalidade do Povo Português concordará em absoluto, é para isto mesmo que os nossos impostos deveriam servir!


Apesar da operação já ter decorrido (creio que em Outubro de 2010) não quero perder a oportunidade de falar sobre ela mas fundamentalmente sobre a irmã do José Mestre.
Vi todo o filme com muita emoção e efectivamente não posso deixar de prestar aqui a minha homenagem à Guida (irmã do José Mestre), uma GRANDE MULHER, um GRANDE SER HUMANO, que deveria, esta sim, ser condecorada com uma grande Portuguesa um SER HUMANO absolutamente magistral e duma dedicação impressionante.


Permito-me relembrar (transcrevendo) alguma da história deste belo ser humano que poderá até ser feio por fora mas que é lindo por dentro como dizia a sua (bonita) irmã na reportagem a que assisti.

José Mestre nasceu com uma mancha escura mas aparentemente inofensiva na cara: "A mancha era lisa, mas começou a criar borbulhas e estas foram evoluindo até me consumir a face quase por completo e hoje só me resta um olho, do qual vejo mal", explicou José Mestre, à agência Lusa, descrevendo que tinha menos de 2 anos quando a mãe começou a peregrinação pelos médicos.
No entanto, a recusa de uma transfusão de sangue por ir contra as suas crenças religiosas, enquanto testemunhas de Jeová, adiou a cirurgia para remover o tumor. Uma malformação vascular e um angioma que foram progredindo, apesar de ter sido operado ao lábio inferior aos 14 e aos 18 anos.O angioma foi progredindo até que lhe chegou abaixo do pescoço, continuou a crescer, comprometendo-lhe a fala e a coluna e impossibilitando-o de trabalhar.
"Aos 14 anos eu ajudava numa drogaria e a partir dos 16 controlava o trânsito numa via de Queluz, onde então morava, tendo mantido essa ocupação até aos 46 anos, em acumulação com o Rossio, onde estou há mais de duas décadas", recordou José Mestre, numa entrevista que concedeu há três anos, à Agência Lusa.
Todavia, as reacções de quem passava nem sempre eram as melhores:"Há uma ou outra pessoa que se interessa pelo meu problema e vem falar comigo mas a maioria apenas quer tirar fotos e essa falta de respeito magoa-me", confessou José Mestre, acrescentando que também há quem lhe peça para "tirar a máscara". Outras pessoas fogem "agarradas à carteira como se tivessem medo que as fosse atacar e roubar", acrescentou então José com uma ponta de ira e de mágoa.
Pois finalmente José Mestre foi operado em Chicago, tendo-lhe sido removido um tumor de 40 centímetros e 5,5 quilos.
O tumor, que cobria a maior parte do rosto e punha em risco a vida de José Mestre, foi retirado depois de três meses de preparação em Chicago, nos Estados Unidos, tendo sido necessárias quatro cirurgias.
"Finalmente tem uma hipótese de levar uma vida mais ou menos normal porque, antes disto, (José Mestre) sentia que, apesar de nunca o ter pedido, era o centro das atenções em todo o lado".
A história começou no ano passado quando, em julho, José Mestre, então com 53 anos, foi convidado pelo canal de televisão Discovery para filmar em Londres um documentário sobre o seu problema.
O programa, intitulado "O homem sem cara", foi apresentado mostrando o rosto deformado do homem que costumava andar pela zona do Rossio, tendo o canal contactado dois médicos famosos nos hospitais de St. Bartholomew e de Broomfield para pedir opinião.
Ian Hutchison, o médico do St. Bartholomew consultado, ofereceu-se de imediato para fazer-lhe uma cirurgia inovadora, e de graça, para devolver a José Mestre o rosto que desde criança se vinha a deformar prometendo uma melhoria da qualidade de vida já que lhe possibilitaria respirar melhor, falar, comer e ver.
A maior dificuldade foi conseguir o acordo do próprio José Mestre que, como testemunha de Jeová, mostrou reservas em fazer a cirurgia.
No entanto, o facto de, nos últimos meses, o tumor lhe ter provocado cegueira de um dos olhos, além de ter coberto por completo a boca e a língua, levou a sua irmã a insistir na operação.
"Nenhum médico o queria operar, por isso, para ele, desde a primeira cirurgia que esta história tem um final feliz, porque ele nunca acreditou que chegasse aqui vivo", disse o tradutor à estação televisiva.
"Este foi provavelmente o maior tumor jamais retirado e, por isso, foi muito difícil fazê-lo sem deformar o rosto", explicou Ramsen Azizi, um dos cirurgiões que está a tratar do caso.
José Mestre já regressou a Portugal e, ao que parece, a família continuou a ser apoiada médica e financeiramente pelo hospital.



domingo, 4 de dezembro de 2011

HÁ MAR E MAR........






Alexandre O'Neill (grande poeta português) é uma daquelas personagens literárias(e humanas) portuguesas que sempre me despertaram curiosidade e interesse, fundamentalmente pela maneira como tão bem soube usar a ironia. Vi-o (cara a cara) muitas vezes em Lisboa, nos anos 80 (do século passado), lembro-me perfeitamente de o ver a descer do Príncipe Real para a pastelaria Alsaciana (junto à Imprensa Nacional); era um homem elegante, distinto e que tinha algo de misterioso, parecendo que viajava num outro planeta. António Alçada Baptista, um homem de que "saboreio" sempre com muito gosto os seus escritos, deixou-nos algumas memórias sobre o seu amigo Alexandre O'Neill:
-O Alexandre (para sobreviver) andou pela publicidade e nela pôs também o seu fluxo criador. Infelizmente, o público não estava ainda preparado para algumas das suas audácias como aquela do lançamento do metropolitano que ele propunha "Vá de Metro, Satanás".




O "Há mar e mar, há ir e voltar", tinha uma outra frase que não foi usada mas que eu acho melhor: "Passe um Verão desafogado".
Certo dia, um industrial do Norte, que fabricava os colchões Lusospuma, dirigiu-se-lhe e disse-lhe: tem que ir pensando numa frase para os colchões Lusospusma. O Alexandre não demorou nada: "Com colchões Lusospuma não se dá só uma"

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Thomas Carlyle e os livros




Os livros são amigos que nunca nos decepcionam



THOMAS CARLYLE-1795-1881 - escritor, crítico (satírico) e historiador inglês

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

EMPRESAS E O PAÍS




















Desapareceram 1250 lojas de comércio, 720 imobiliárias e 423 restaurantes no primeiro trimestre deste ano (2011). Estas empresas fazem parte do grupo de 5013 sociedades que encerraram em Portugal, entre Janeiro e Março 2011, como consequência da crise económica e da simplificação dos processos de dissolução de sociedades.

A propósito das empresas deste país deve acrescentar-se que vivemos num país em que as empresas se assemelham a ele (exceptuando-se naturalmente as "familiares"), fundamentalmente muito por força dos seus gestores/integrantes, a grande maioria deles sem o mínimo de formação, sem o mínimo de carácter, "amassados" numa cultura individualista em que cada um só pensa em si, desprezando totalmente o interesse colectivo fazendo tábua rasa de todos os valores e ignorando sobretudo o facto de que só irmanados num objectivo comum se poderão alcançar os resultados para bem de todos. Obviamente, que neste naipe não poderão deixar de ser incluídos muitos trabalhadores, já que muitíssima gente parece não ter carácter, não ter um sentido profissional, não ter gosto pelo que fazem, nada fazendo para valorizar a profissão que exercem tornando-a digna e tornando-se eles próprios dignos e respeitáveis e quem não se dá ao respeito naturalmente que irá ser desrespeitado - todos temos direitos mas todos também temos obrigações!





O resultado está à vista....a começar pela personagem (o cliente BPN e amigo dos Loureiros, Duartes Limas e Oliveiras e Costas deste país) que rege os destinos deste bom povo à beira rio plantado, cujos ídolos são os Ronaldos (sou bonito, rico e grande jogador) e afins e em que as Teresas Guilhermes e quejandos são os grandes educadores do povo nessas inenarráveis casas dos segredos e similares.

Triste sina a deste povo que voga completamente à deriva sem rumo e sem nada nem ninguém que o guie ou motive.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

BIBLIOTECAS















Sou um frequentador de bibliotecas, sempre que me é possível.
Sinto-me muito bem e muito confortável numa biblioteca.
Aqueles sons, aquele silêncio doce que me proporciona e que me dá uma concentração e uma enorme boa disposição para usufruir duma das minhas paixões: a leitura.

Um bem estar indescritível.
Permito-me abordar aqui alguns aspectos sobre algumas daquelas que frequento com mais assiduidade.

-A Biblioteca do Montijo, a que mais tenho frequentado ultimamente, praticamente só para leitura domiciliária, é das únicas bibliotecas que conheço que não tem jornais diariamente. É uma biblioteca que parou no tempo!
Os ficheiros de consulta dos livros disponíveis ainda são naquelas fichas em papel, muito antigas. O pessoal, apesar de simpático e até disponível e prestável, parece mostrar uma grande tristeza com aquilo que faz (ou que não faz), vê-se que não há gosto, pelo que me apercebi, fiquei com a sensação de que há ali muito desconhecimento sobre aquilo que ali se "guarda"; é confrangedor constatar o desconhecimento duma funcionária que me encaminhou para o ficheiro quando lhe perguntei se tinha algum livro de Eugénio de Andrade (quemmmm? é português? é brasileiro? é melhor ir ao ficheiro), Camilo José Cela (mas esse é o nome do escritor ou do livro?)...as pessoas apenas parecem estar à espera da hora de saída (dá Deus nozes a quem não tem dentes)...livros recentes praticamente não há, nada está computorizado (isso até ainda poderia ser o menos), a renovação da leitura domiciliária tem de ser pessoal, não pode ser por telefone nem por e'mail (o que é isso?)... e uma burocracia de arrepiar, se a palavra funcionalismo público tem algum sentido pois aqui poderia aplicar-se com toda a propriedade.

-A Biblioteca da Amadora, de que também sou leitor (mas actualmente com menor frequência) é uma biblioteca com belíssimas, excelentes instalações, mas como eu costumo dizer, é um sítio aonde os reformados vão diariamente ler o jornal e os mais jovens vão "jogar" no computador (sem menosprezo para os factos, evidentemente). O pessoal é simpático, mas também não me parece grande conhecedor (pelo menos quando pergunto por algum livro noto quase sempre desconhecimento, característica que, estranhamente, para não dizer tristemente , parece ser comum a quase todas as bibliotecas), raramente tem novos títulos, raramente vejo um livro novo disponível. Confrontado com esta situação respondem-me quase sempre as funcionárias:

-não, não, olhe que todos os anos se compram livros novos só que estão no depósito

-mas há anos que estão no depósito, questiono eu, e porque não estão disponíveis ao público? e encolhem-me os ombros, sem que me consigam dar uma resposta razoável.

-Sou também um leitor frequente da Biblioteca de Torres Vedras, esta sim uma boa biblioteca, diariamente com jornais e revistas do dia, sempre com livros recentes, é moderna e plenamente computorizada, com espaços excelentes para uma concentrada leitura. A leitura domiciliária completamente desburocratizada (podendo fazer-se a renovação dos livros por mail ou por telefone), sem qualquer problema. Gosto imenso deste espaço arejado e muito simpático (tal como o pessoal, aliás).

-Sem dúvida que, para mim, a melhor de todas as bibliotecas que conheço, e não sei se não será a melhor do país, é a Biblioteca José Saramago, de Beja. Cinco estrelas. É uma biblioteca modelo, excelentes instalações, excelentes espaços para todos -dos 2 aos 100 anos-. Os funcionários muito simpáticos, muito prestáveis, dinâmicos, conhecedores e que até me têm aconselhado excelentes livros. Sempre, mas sempre com livros recentíssimos, aliás até têm disponível um caderno, em cima do balcão onde se levantam os livros, para os frequentadores sugerirem a compra de novos títulos.
Sou um frequentador assíduo e um leitor domiciliário constante. Presta um grande serviço à comunidade, um excelente distribuidor de cultura, um excelente trabalho. Bem hajam.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Padre António Vieira e os livros



O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive



Padre António Vieira-(1608-1697)-religioso, escritor e orador português da Companhia de Jesus. Orador eloquente e defensor das mais nobres causas, o Padre António Vieira é um dos maiores clássicos da prosa portuguesa, tanto nos seus SERMÕES como na CORRESPONDÊNCIA

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A LAMÚRIA/O CHORADINHO

















Hoje levantei-me pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite. É minha função escolher que tipo de dia terei hoje.

-Posso reclamar que está chovendo ou agradecer as águas que levaram a poluição
-Posso ficar triste por não ter dinheiro ou sentir-me encorajado para admnistrar as minhas finanças, evitando o desperdício
-Posso reclamar sobre a minha saúde ou dar graças por estar vivo
-Posso queixar-me dos meus pais por não me terem dado o que eu queria ou posso estar-lhes grato por ter nascido
-Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho
-Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um tecto para morar
-Posso lamentar decepções com amigos ou entusiasmar-me com a possibilidade de fazer novas amizades
-Se as coisas não sairem como planeei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar
Um novo dia está aí na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar a forma





Tudo depende de mim....

CHARLES CHAPLIN (Charlot)



terça-feira, 15 de novembro de 2011

CORAGEM





Tenho ficado agradavelmente surpreendido com a reacção de Cristiano Ronaldo às constantes provocações de que repetidamente, nos vários campos por onde passa, tem sido alvo.

E a sua reacção gestual (dos três dedos ao alto) quando, num treino antes do jogo da 1ª. mão na Bósnia, é perfeitamente natural e humana.

Gostei da sua corajosa declaração em terras bósnias, antes do jogo: NÃO TEMOS MEDO DELES.

Gostei da sua entrega ao jogo na Bósnia, da sua coragem e da sua bravura.

Foi digno do melhor do mundo e honrou a camisola que vestia.

Foi um digno CAPITÃO da Selecção.

Não gostei que, para melhor jogador do mundo, Carlos Queiroz (qual Miguel de Vasconcelos) votasse no argentino Messi - estou em crer que, nas actuais circunstâncias, nenhum argentino faria semelhante pequenez.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Graham Greene e os livros




A nossa vida é mais feita pelos livros que lemos do que pelas pessoas que conhecemos





Graham Greene-1904-1991-escritor e crítico literário inglês


Nota-Graham Greene terá lido muitos mais livros do que conhecido pessoas?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

LADRÕES DE LIVROS




A obra do escritor alemão (criado na América) Charles Bukowski figura em 1º. lugar como dos preferidos pelos ladrões de livros nos Estados Unidos.

Segue-se-lhe, no 2º. lugar, a obra do escritor norte-americano William S. Burroughs (igualmente pintor e crítico social), figurando o romance fundador da geração "beat, "PELA ESTRADA FORA", do norte-americano Jack Kerouac, no 3º. lugar.

Aparece em 4º. lugar "A TRILOGIA DE NOVA IORQUE" de Paul Auster.

Toda a obra do escritor britânico Martin Amis, nascido em 1949, ("Koba o terrível"-uma história de Estaline), aparece no 5º. lugar.

Curiosamente, ou talvez não, os dois primeiros lugares são ocupados por livros de escritores que levaram uma vida que sempre decorreu numa atmosfera fantástica e
grotesca com muito álcool e muitas drogas.

Os roubos de livros representam, nos EUA, 1,7% do volume de vendas.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Paulo Francis e os livros





Quem não lê não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo





PAULO FRANCIS - escritor, jornalista e crítico de arte brasileiro (1930-1997)



sábado, 5 de novembro de 2011

OS PARASITAS CELIBATÁRIOS



Há 20 anos que não sai de casa!


Um meu amigo de infância que vive só com a mãe, resolveu, por razões que só ele sabe e a ninguém explica, isolar-se do mundo, não saindo de casa há mais de 20 anos, não tendo tão pouco saído do seu quarto nos primeiros dez de isolamento. E, aos poucos, ali vai morrendo em vida um triste fantasma deitado, qual morto-vivo.


É uma situação para a qual nenhum seu familiar consegue encontrar uma razão, nem mesmo a sua Mãe que o deitou ao mundo.


Este é igualmente um dos males que atinge actualmente os jovens do Japão; são os “Hikikomori”-jovens que se retiram completamente da sociedade evitando todo o contacto com outras pessoas.


Estima-se que cerca de um milhão de jovens (entre os 15 e os 39 anos de idade, normalmente são rapazes), vivam trancados nos seus quartos, sem ir à escola ou ao trabalho, absolutamente incapazes de seguir o frenético ritmo de vida do país aí vivendo por sua própria vontade durante anos.


Como acontece muitas vezes entre os lares japoneses, os pais não forçam os filhos reclusos a saírem de casa, com a esperança de que o mal passe com o tempo.
É comum que a família se sinta envergonhada com a situação e esconda o facto.
Sentem-se tristes e quase não têm amigos, e a grande maioria dorme ou deita-se ao longo do dia, e vê televisão ou concentra-se no computador durante a noite.


No Japão, também lhes chamam parasitas celebatários.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

AMIGOS





Que confiança no futuro (e nos homens) poderá ter um povo se o presidente do seu país tem por amigos uma corja de gananciosos, mafiosos, aldrabões, vigaristas, gatunos, ladrões e assassinos.................

sábado, 29 de outubro de 2011

Santo Agostinho e os livros





Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência







SANTO AGOSTINHO-filósofo, bispo e teólogo cristão. Nasceu no Norte de África (354-430).



Uma frase: Toma e lê (que se refere a uma circunstância solene da sua vida.......)