sábado, 1 de outubro de 2011

VICTOR HUGO e os livros



Há pessoas que têm uma biblioteca como os eunucos um harém




VICTOR HUGO-o maior e melhor escritor francês de sempre - 1802-1887 - absolutamente!




"OS MISERÁVEIS"-é leitura "obrigatória" em todo o Universo


"NOSSA SENHORA DE PARIS"-a beleza de Quasimodo (o corcunda de Notre Dame)


"O HOMEM QUE RI"-tão triste e sempre a rir


"HAN DE ISLÂNDIA"-o seu primeiro romance


"OS TRABALHADORES DO MAR"-a sua obra definitiva, o testemunho da sua maturidade literária; sublime


e todos, todos o seus livros são belos


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O PRISIONEIRO QUE REGRESSOU DO INFERNO


Impressionou-me esta imagem que o meu amigo VV me enviou há poucos dias. E impressionou-me porque revolveu o meu subconsciente trazendo-me à memória algumas imagens semelhantes duma época vivida por mim e pela minha geração.

É Dieter Dengler piloto da marinha norte-americana (de descendência alemã) abatido e capturado no Laos durante os primeiros tempos da guerra do Vietname (1966).

Dengler, que liderou e organizou a fuga dum campo de prisioneiros vietnamita com mais outros seis prisioneiros, tem o mérito e o crédito de ser o único soldado americano a ter resgatado um outro e a ter regressado da selva do Laos com vida, depois de salvo por soldados norte americanos ao fim de 23 dias de fuga.
Só ele e o seu companheiro Pisidhi Indratat escaparam.

Esta sua fuga do inferno já foi relatada em livro (Escape from Laos) pelo próprio Dengler e no cinema num documentário realizado em 1997 pelo cineasta alemão Werner Herzog e está novamente aí nos cinemas contada no filme "Espírito Indomável".

Dengler, que se tornou depois piloto de testes e sobreviveu a mais quatro acidentes aéreos, faleceu em Fevereiro de 2001, vítima de doença prolongada.

domingo, 25 de setembro de 2011

POR ONDE ANDEI EM 2010 - XIII







Ao longo deste ano de 2011 deixei aqui, em treze "apanhados" (ia chamar-lhe crónicas mas a tanto não me atrevo), as minhas opiniões sobre os livros que li em 2010. São opiniões naturalmente pessoais e nisto de leituras há muita subjectividade nos gostos, aliás o gosto da leitura é um gosto que se vai refinando, que se vai aperfeiçoando, que se vai aprendendo, livro que eu adorei há 20 anos e agora já nem tanto e o contrário também poderá ser verdade.

Há muitos anos, era eu ainda um adolescente, dizia-me um velho amigo melómano (paixão pela música): Ó Seve, isto da leitura é como a música clássica, aprende-se a gostar depois de muita, muita audição, tal como se aprende a gostar de ler, só lendo, lendo sempre.

Vou então abordar as últimas leituras que fiz em 2010, sempre sob a forma de "passeio", e daí voltar aos EUA com um dos meus escritores preferidos: PAUL AUSTER, e é com ele, através de "SUNSET PARK" que viajo para um bairro perigoso de Brooklyn, onde quatro jovens ocupam ilegalmente uma casa abandonada. São quatro vidas que o autor entrelaça em tantas outras para criar uma complexa teia de relações humanas, num romance sobre a América contemporânea e os seus fantasmas. Não foi dos que mais gostei deste belo escritor, daí permitir-me recomendar-vos antes deste, outros do mesmo escritor: "Mr Vertigo", "A Música do Acaso", "Timbuktu", "o Livro das Ilusões".

Embrenhei-me depois numa "BIBLIOTECA CHEIA DE FANTASMAS" livro de amor aos livros e para quem gosta verdadeiramente de livros, a paixão pela sua posse, a obsessão da leitura, o vício dos olhar nas estantes, de lhe passar os olhos com se todos os dias falássemos com alguém nosso, quem está sempre a pensar nas mil e uma maneira de arrumar os livros (por temas, por autores, por nacionalidades, etc.), não poderá perder este belo livrinho escrito por JACQUES BONNET.

"Estabelecer uma ligação é a capacidade de se identificar com as pessoas e relacionar-se com elas de determinada forma, forma que aumenta a sua influência junto delas", quem o diz é o perito em liderança e comunicação JOHN C. MAXWELL num curioso livro "TODOS FALAM POUCOS COMUNICAM". Agradou-me, sobretudo porque tem a ver com o meu dia a dia profissional, apesar de estar convencido que, nesta como em todas as áreas, é o tempo que nos traz os maiores ensinamentos.

E é através de uma "recolha" organizada por VASCO DA GRAÇA MOURA que fico a conhecer algumas "HISTÓRIAS PORTUGUESAS DE NATAL; O Portuense Ramalho Ortigão mostra-me como eram os dias de Natal nas décadas de 1800, quando grandes rebanhos de perús percorrem as lamacentas ruas de Lisboa, o meu conterrâneo Fialho de Almeida, da Vila de Frades (Vidigueira), conta-me a tristeza de uma noite de Natal Alentejana de uma velha sem ninguém. Raul Brandão fala-me do Natal dos pobres de Portugal dos princípios do séc. XX, Ferreira de Castro relata-me o Natal na sua terra (Ossela) e de muitos outros ouvi das mais belas histórias portuguesas de Natal. Foi este o último livro que li em 2010, e gostei.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mário Beneditti e os livros



Os leitores voltariam com gosto às livrarias sempre que não encontrassem apenas escaparates com os últimos best-sellers (porque dos penúltimos já ninguém se lembra)




Mário Benedetti-1920-2009-poeta, escritor e ensaísta uruguaio


(Recomendo-vos "A TRÉGUA")

terça-feira, 20 de setembro de 2011

EMOÇÃO


























Galgando quilómetros atrás de quilómetros, escutando a estrada (sem a ver), pensando na vida, quando de repente oiço, na rádio uma voz cheia de emoção, o Dr. Eduardo Barroso, célebre cirurgião português (e do meu clube) proclamando: "Os cirurgiões nos EUA são escolhidos não pelo coeficiente de inteligência mas sim pelo coeficiente de emoção".

Obrigado Dr. Eduardo Barroso, porque efectivamente sempre pensei assim, só com emoção se poderá ter êxito e gosto numa profissão (êxito não significa regalias). Todas as profissões são dignas, sejam elas quais forem, mas só se lhes daremos dignidade quando as desempenharmos com emoção.

E quase tudo o resto virá por consequência!

Sou uma pessoa de emoções (não de euforias) e sempre desempenhei as minhas tarefas com emoção, não sei se tenho tido, ou não, êxito na minha profissão (isso não me cabe a mim), mas que sempre o fiz com emoção máxima, disso estou perfeitamente convicto; aliás, como tudo na vida o fiz sempre com emoção.

Não sei viver doutra maneira!

domingo, 18 de setembro de 2011

Alexandre O'Neill e os livros



Uma obra não se explica, decifra-se



Alexandre O'Neill-1924-1986- o autor de "Há mar e mar há ir e voltar"-poeta e escritor português

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

OS MAL AMADOS - II













Do livro "Os Mal-Amados" de Fernando Dacosta, que ando a ler, já aqui transcrevi algumas passagens em que se falou de Raul Solnado e Fernando Pessoa. Hoje permito-me transcrever algumas passagens sobre outras duas grandes figuras portuguesas:


-Em termos comunicativos, Cunhal impunha-se como poucos. "O seu carisma funcionava, a sua imagem atraía pela seriedade, pela coerência".


Um dirigente da extrema-esquerda revelará que o então seu partido andou durante algum tempo a estudar o "tipo de mulher" preferido por Álvaro Cunhal.


O grupo pretendia infiltrar uma jovem na intimidade da dirigente comunista para lhe obter informações e confidências que permitissem atacá-lo. O estudo feito revelou que ele era especialmente sensível a "mulheres magras, angulosas, de seio frágil e temperamento forte". Nenhuma militante da associação aceitou, porém, representar o papel proposto. As tentativas ensaiadas goraram.se. A dura personalidade do visado inibiu-as de se lhe atirarem.

Quando se retira, delicia-se a ir com os netos (três) ao centro comercial de Cascais comer pipocas e hambúrgueres, ver cinema e jogar em computadores. "Gosto muito de ser avô, como gosto de ser pai, de ser companheiro, de ser irmão, de ser familiar empenhado no amor às pessoas que me são queridas. Também aos amigos. O amor e a amizade têm sido uma das grandes riquezas da minha vida".



Sobre Ramalho Eanes:


-"Um indivíduo com fome tem o direito de se apropriar do que precisa para sobreviver, isto é, tem o direito de roubar. O homem que está neste mundo é, pelo facto de estar, senhor dos bens deste mundo, se lhos retiram, deve assenhorear-se deles", diz-me Ramalho Eanes, ex-Presidente da República: "A revolução proletária não se esgotou com a morte do comunismo estalinista. Temos de retomar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora."


domingo, 11 de setembro de 2011

AS TORRES GÉMEAS



O World Trade Center tomou forma durante a década de 1960, primeiro devido às ambições dos irmãos David e Nelson Rockfeller, membros de uma poderosa família das finanças e da política, e depois graças às oportunidades proporcionadas pelas alterações verificadas na construção.

O WTC foi concebido num tempo de transformações radicais na construção de edifícios altos, e o seu proprietário serviu-se das transformações de uma forma excessiva. Os novos regulamentos permitiram-lhe construir mais alto e mais barato, com as torres gémeas a serem os primeiros arranha-céus erigidos quase sem recurso à construção em alvenaria de tijolo.

Quando dos atentados, algumas daquelas modificações tornaram impossível a fuga das pessoas que estavam nos andares mais altos das torres.

As torres gémeas receberam os primeiros inquilinos em 1970.

Ao esmagar-se contra a torre o segundo avião voava a mais de 870 quilómetros por hora, inclinando-se ligeiramente no último segundo abriu uma brecha a toda a largura das asas, cortando nove andares em diagonal, entre os pisos 77º. e 85º.



-do livro 102 minutos-

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

11SETEMBRO - 102 minutos
















102 minutos foi o tempo que mediou entre o impacto do primeiro voo e o desmoronamento da segunda torre.



"Às 8h48 ou 8h49, dois ou três minutos depois de o Voo 11 se ter despenhado, foram vistas as primeiras pessoas a cair da torre norte, homens e mulheres que fugiam de um inferno de combustível a arder. Os primeiros mergulhos foram menos deliberados, mais produto de um reflexo, como acontece quando se toca num fogão muito quente. Para fugirem do calor, não tinham de abrir caminho por entre as chamas. A fachada do edifício fora rasgada. Sozinhos ou de mãos dadas, subiram para o peitoril das janelas, o único refúgio para se defenderem do fumo e do calor.
Um homem. Uma mulher. Um homem e uma mulher de mãos dadas.......

-relato de Kevin Flynn director departamental do Times no dia 11 de Setembro de 2001 no livro "102 minutos" autores: Jim Dwyer e Kevin Flynn-

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Stephen King e os livros




Os meus livros são o equivalente literário a um BIGMAC com uma dose de batatas fritas


Stephen King-um dos mais notáveis escritores americanos do terror psicológico (1947-)


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

OS MAL-AMADOS - I































Depois de uns "rápidos" dias de férias, continuo com livros, não os livros que entretanto li (alguns) mas com o que estou actualmente a ler: -"Os mal-amados", de Fernando Dacosta.



Os mal-amados tem a ver com algumas das personagens da vida portuguesa, nomeadamente da política, das artes, do desporto, da literatura, etc...Porque me pareceram interessantes algumas passagens desta obra, permito-me transcrever aqui algumas:



Por exemplo, sobre Raúl Solnado:



-Solnado significa sol-nascido, sol-nado; e Raul, luar ao contrário. Por isso, Raul Solnado é um ser de reverberações: dar luz (humor) aos outros fez-se-lhe destino. "Não sou rico nem sou pobre, que é o melhor estatuto que se pode ter em Portugal. A minha existência corre ao sabor da brisa...há, aliás, um lado bom na velhice, a tranquilidade e a sabedoria. Precisamos de recuperar o som do riso. O som do riso é um som muito bonito. Perigoso por vezes. Uma noite uma mulher morreu a rir no Teatro Variedades. Eu estava a representar a peça Oh, que Delícia de Coisa, do Miguel Grila, o autor da Ida à Guerra, quando vi, de repente, grande alvoroço nos balcões: uma espectadora falecera, sufocada pelas gargalhadas.".



Sobre Fernando Pessoa:



-"Somos, por temperamento, avessos à revolta, à agitação", sublinhava Fernando Pessoa. "Quando fazemos uma revolução é para implantar uma coisa igual ao que já estava. Ficamos os mesmos disciplinados que éramos. Não se conhece noutro povo tamanho apelo à desistência, à flagelação."



Muito interessante este "Os Mal-Amados" como, aliás, o são também os dois livros que já tinha lido deste autor ("O Viúvo" e "As Máscaras de Salazar"). Curiosissímas revelações de pessoas relevantes da vida portuguesa...

sábado, 3 de setembro de 2011

Mark Twain e os livros



É preciso ter cuidado com os livros de saúde:-podemos morrer por culpa de uma errata




Mark Twain-Escritor, humorista e conferencista americano (1835-1910)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

André Maurois e os livros



A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde




André Maurois-romancista e ensaísta francês (1885-1967)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Charles W Elliot e os livros



Livros são os mais silenciosos e constantes amigos;

os mais acessíveis e sábios conselheiros e

os mais pacientes professores



Charles W Elliot-Norte Americano (1834-1926)-exerceu o mandato como Presidente da Universidade Harvard entre 1869-1909

domingo, 21 de agosto de 2011

Jorge Luis Borges e os livros



O livro é uma extensão da memória e da imaginação




Jorge Luís Borges-escritor argentino (1899-1986). Cegou totalmente em 1914.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Henry David Thoreau e os livros



Lê em primeiro lugar os bons livros, ou muito provavelmente não terás a oportunidade de os ler




Henry David Thoreau-Norte Americano (1817-1862)-poeta, abolicionista, topógrafo, foi talvez o primeiro ambientalista/ecologista. Anarquista "O melhor governo é o que não governa".

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Benjamin Franklin e os livros



Livros e solidão: eis o meu elemento



BENJAMIM FRANKLIN-sábio e estadista norte-americano (1706-1790); inventor do pára-raios. Desempenhou um papel importante na obtenção da independência do seu país.


Nota:-Este é um mês de férias, de descontração, de relaxe, por isso, mensagens simples sobre os livros serão o tema do mês.

domingo, 7 de agosto de 2011

Bill Gates e os livros












É claro que os meus filhos terão computadores, mas antes terão livros



BILL GATES-Norte Americano nascido em 1955, fundou a Microsoft, a maior e mais conhecido empresa de software do mundo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

POR ONDE ANDEI EM 2010 - XII

No último relembrar das minhas andanças (através dos livros que li em 2010), referia eu que foi com Bruce Chatwin (1940-1989), um grande viajante e, um nómada cheio de originalidade, que, já por mais de uma vez, viajei por paragens inóspitas, muito para além da "civilização" que, dia a dia nos submerge e, através dos seus relatos, conheci novas gentes, novas culturas, novos mundos.

"O QUE FAÇO EU AQUI" é um livro póstumo, uma selecção pessoal de ensaios, meditações e relatos de viagens.

BRUCE CHATWIN morreu de SIDA em Janeiro de 1989.

Foi um viajante infatigável e, para alguns, um grande escritor. Devo confessar que, deste escritor inglês, não foi um livro de viagens o que mais gostei mas sim dum romance que publicou em 1982 -"Os gémeos de Black Hill"-.

Uma agradável surpresa: É com o escritor espanhol JUAN JOSÉ MILLAS que assisto, lendo "LAURA E JÚLIO", à metamorforse de um homem que inventa uma nova identidade.

Júlio, recém-separado, decide ocupar em segredo o apartamento vazio de um vizinho, usurpando-lhe ao mesmo tempo as roupa e os hábitos, bem como a sua visão do mundo da ex-mulher e de si mesmo. No decurso desta metamorfose, Júlio descobre uma nova vida que terá de moldar para transformar a sua nova vida numa realidade.
Mais uma pessoa que conheci pela mão dum dos mais notáveis romancistas espanhóis do nosso tempo.

Entro no mês de Dezembro e apresso-me, com Paul Auster, a viver o colapso económico pós-Bush na Nova Iorque de 2008/2009. Para lá estou a caminhar e isso aqui relatarei brevemente........

domingo, 31 de julho de 2011

Carlos Drummond de Andrade e os livros

A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede.



Carlos Drummond de Andrade-poeta, contista e cronista brasileiro (1902-1987)


quinta-feira, 28 de julho de 2011

NÃO À INDIFERENÇA











Não posso deixar de compartilhar convosco este belo poema, do poeta e dramaturgo alemão Bertold Brecht (1898-1956), que me enviou o meu amigo VV.



Primeiro levaram os negros, mas não me importei com isso, eu não era negro;


Em seguida levaram alguns operários, mas não me importei com isso, eu também não era operário;


Depois prenderam os miseráveis, mas não me importei com isso porque eu não sou miserável;


Depois agarraram uns desempregados, mas como tenho emprego também não me importei;


Agora estão a levar-me mas já é tarde; como eu não me importei com ninguém ninguém se importa comigo.

domingo, 24 de julho de 2011

Nasceram neste dia - 24 de Julho




SIMÃO BOLÍVAR- em 1783 - Libertador Sul-Americano

ALEXANDRE DUMAS- em 1802 - Romancista francês

JOSÉ MARIA ROMANO - em 1946 - Meu amigo (e cunhado) que muito prezo e a quem desejo uma longa vida.
São 65 anos ao serviço da humanidade. As suas sábias e acutilantes palavras são, no dizer de um amigo de ambos (o saudoso "Zé Gordo"-infelizmente já desaparecido) autênticas "chapadas na sociedade".


Nota:-Em Lisboa, Avª. 24 de Julho porquê?-é que foi neste dia, em 1833, que as tropas liberais, comandadas pelo Duque da Terceira, entraram em Lisboa depois de terem derrotado as tropas miguelistas lideradas por Teles Jordão na batalha da Cova da Piedade.

Consequente desembarque do Regente D.Pedro e dos membros do seu governo em Lisboa.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CIDADANIA

-Basta estarem atrás de um volante, de um qualquer veículo, para se acharem os donos do mundo.
É sentir-lhes o bafo quando, por exemplo, necessitamos de utilizar a via esquerda para ultrapassar e olhar para o espelho e ver os olhos do ogre a tentarem passar-nos a ferro se de imediato não nos desviarmos.


-As vagas de estacionamento exclusivas de deficientes ocupadas, normalmente, por pessoas saudáveis.

-Nas ruas as fezes deixadas pelos cães sob o olhar despercebido dos respectivos donos.

-Nas praias, o lixo deixado na areia.

-530 e tal milhões em subsídios ilegais foi o montante detectado pelo Tribunal de Contas.

-O Presidente da Câmara de Loures tem a mulher, a filha, dois cunhados e a nora a trabalhar na sua autarquia.

Eis apenas alguns exemplos que reflectem o nível de cidadania e, sobretudo, de educação, cá do burgo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Descartes e os livros



A leitura é uma conversação com os homens mais ilustres dos séculos passados



René Descartes-Físico e matemáticos francês (1596-1650)

sábado, 16 de julho de 2011

PORTAGENS SEM PORTAGEIRO
















Confesso que me assustam.


Deixei de ver pessoas.


Lembram-se daqueles filmes de ficção científica em que, após um desastre nuclear, só se viam escombros e fumo, pois é essa imagem que vem à cabeça sempre que sou obrigado a "dialogar" com estas máquinas.


Dizem-me que é o futuro.


Mas que futuro?

E as pessoas?


Estas máquinas desumanizadas, com voz robótica, poderão preconizar um futuro nada risonho (que já anda por aí a rondar).......

segunda-feira, 11 de julho de 2011

EDUCAÇÃO




Confrangedor!







Quando vou a um restaurante um cenário que me angústia é o facto de ver no fim das refeições os pratos ainda quase cheios que até dão a impressão de que a pessoa não comeu, apenas beliscou.



O mesmo cenário vejo frequentemente nas pastelarias, muita, mas muita gente deixa por consumir metade dos bolos, metade da sandes, metade da torrada, metade do galão, metade do "sumol", é efectivamente confrangedor e revelador de uma má educação do nosso povo (na actualidade).



Lembro-me que quando eu era miúdo os meus pais me ensinaram que nunca se deixava nada no prato, nunca se deitava nada fora nem um bocado de pão (duro que fosse), e se, por qualquer eventualidade (bolor, por exemplo) se não aproveitava só se deitava fora depois de lhe dar um beijo e de lhe pedir perdão.



Não é uma questão de miserabilismo mas apenas e tão somente uma questão de educação (ou falta dela) e, fundamentalmente, um modo de estar na vida.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A EUROPA


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Muda-se o ser, muda-se a confiança.
Todo o mundo é composto de mudança.

Luís de Camões (Lírica)


-A Europa é uma vergonha! O que se está a fazer à Grécia é uma vergonha!

Quem o proclama é o Pai/Avô/tutor mais que tudo da Europa: Mário Soares.

Dizia recentemente uma excelente jornalista portuguesa que a Europa, ou os burocratas europeus que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo, com os seus carrões de vidros fumados, os seus motoristas fardados, as suas perfumadas secretárias, os seus altivos conselheiros, as suas legiões de servos, mais os banquetes e concertos, viagens, cartões de crédito, com o grande timoneiro Barroso à cabeça, perdeu, perderam a vergonha e a ética.

Somos, não somente o povo dum país (tudo para eles é pouco) mas o povo dum continente, presas à mercê dos mercados, do Dow, escravos do rating e outras designações semelhantes que cheiram profundamente a um moderno esclavagismo.

Mas atenção que o povo português não dorme......ainda na passada semana o grande líder (camponês) Tony Carreira juntou na Avª. da Liberdade (na festa do campo) milhares e milhares de seguidores.......

domingo, 26 de junho de 2011

OS PORTUGUESES E A INTERNET

Aqui há uns tempos li, creio que no jornal O PÚBLICO, um curioso artigo de uma prestigiada escritora e jornalista Portuguesa (de que não sei agora precisar o nome), sobre a relação dos portugueses com a Internet, e que dizia mais ou menos o seguinte:

"A Internet chegou a Portugal numa má encruzilhada da nossa História.

Os portugueses devem ser o único povo europeu a ter evoluído directamente do analfabetismo para o computador. Ao contrário do que sucedeu, noutros países europeus, nomeadamente em França, na Suécia ou em Inglaterra, nunca atravessámos um período em que a maioria da população possuísse livros em casa.

Não admira que, durante os últimos anos, os portugueses se tivessem posto de cócoras, como um bando de pacóvios, diante do computador."


Permito-me ainda referenciar e transcrever (dum belíssimo blogue que há pouco tempo consultei) um artigo em que a sua autora, sobre o assunto, relatava mais ou menos o seguinte: "A Internet foi uma espantosa invenção e tornou-nos mais próximos de tudo ao alcance de uns meros cliques. Mas li algures que quem tira mais proveito dela é quem já fez pesquisa em livros antes ou depois de ela aparecer e tem maior discernimento ou cultura para desconfiar de algumas coisas e separar o trigo do joio. Numa empresa (editora) onde trabalhei, havia vários licenciados em jornalismo que nunca tinham entrado numa biblioteca e se haviam acostumado a pesquisar exclusivamente na Internet desde o primeiro ano do curso, usando a Wikipédia como fonte primária e tomando tudo o que lá estava escrito como certo. Uma vez, um dos meus patrões pediu a uma dessas jornalistas que redigisse um verbete de quinze linhas sobre João de Deus. A investigação fez-se rapidamente -talvez demasiado- e, quando ele foi ver, o texto referia-se ao apóstolo S. João..................."

terça-feira, 21 de junho de 2011

10 DE JUNHO - DIA DE PORTUGAL
















As condecorações do 10 de Junho provocam-me sempre muito desconforto, pois são sempre os "mesmos" -sempre gente bem- tudo amigos-família, tudo gente da mesma escola (gente do povo, pese as circunstâncias, mas gente do povo, só me lembro da ver lá antes da implantação da "demo cracia").


Ainda relembro aquele triste e tragico-cómico 10 de Junho em que o grande cérebro-cenoura, Jorge Sampaio, condecorou com a grã-cruz de não sei quem, o "célebre" piloto de fórmula um, Pedro Lamy (que desistiu sempre ou quando isso, por acaso, não aconteceu ficou em último), ou será que a condecoração terá ficado a dever-se tão somente ao aristocrático e chiquérrimo nome do "grande" piloto........


Ainda sobre o último dia de Portugal, não pude deixar de colocar os óculos nas orelhas quando ouvi do actual presidente da república, Cavaco Silva, palavras de incentivo e de quase uma imposição/obrigação nacional sobre a necessidade dum regresso à terra, um regresso à agricultura........


E fiquei de óculos bem abertos, porque foi a mesma pessoa que há uns quinze/vinte anos atrás, quando era primeiro ministro, disse precisamente o contrário, tendo sido ele o principal carrasco da agricultura portuguesa, pois foi ele o responsável máximo pela célebre PAC (Política de Agricultura Comum); foi ele que incentivou e pagou aos agricultores para não produzirem e abandonarem as terras.


Que Memória tão Curta!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

POR ONDE ANDEI EM 2010 - XI

Depois de, sempre através dos livros que li em 2010, deixar Marrocos e viajar através dos tempos, de 1578 para os nossos dias, estamos agora no fim do mês de Novembro2010.

Retornando à nossa época, vou ao encontro de Nelson Mandela quando conquistou a presidência nas primeiras eleições livres e quando já pressupunha, no seu sexto sentido, que esta mudança formal não era suficiente para extinguir os ódios alimentados durante décadas. Claro que com aquele seu carisma que tanto sobressai pela inteligência e humanidade, como por um magnetismo fortemente sedutor, o seu esforço orientou-se no sentido de unir negros e brancos através de algo que pudesse encarnar a alma nacional.

Num golpe de génio, viu na final da Taça Mundial de Râguebi de 1995 a oportunidade única para pôr em prática o seu plano. Este romance “INVICTUS” escrito por JOHN CARLIN é um documento histórico que brilha pela clareza e complexidade dos factores em jogo, constituindo ao mesmo tempo um sentido testemunho ao homem que o inspirou. Nelson Mandela será verdadeiramente um dos homens do século!

Em pleno Inverno de 2010, e ainda viajando na África do Sul vou de encontro a um escritor daquele país que foi Prémio Nobel, J.M.COETZEE (na 1ª. foto), e por isso surge-me repentinamente “VERÃO” um romance que, sinceramente, talvez por ser na época em que estamos, traguei, devo confessar, com alguma dificuldade, e por isso mesmo não me alongo sobre ele. Contudo já li bons livros deste autor e aconselho, por exemplo, entre outros "A Vida e o tempo de Michael K" que nos conta a história de Michael K., um sul-africano que nasceu com lábio leporino......

Estamos quase a chegar ao final de 2010 e é com muita chuva e já com algum frio que me resguardo uns dias no “HOTEL SAVOY”, tomando contacto com a variada freguesia deste hotel ouvindo à época (1924) histórias às mais variadas personagens, de acordo com a riqueza e o status de cada personagem, através do seu autor JOSEPH ROTH.

Viajando sempre e mais uma vez no tempo, desloco-me para Nova Iorque e é na Primavera de 1967, ano da crescente oposição à guerra do Vietname, de rescaldo do assassínio de Kennedy e do melhor rock psicadélico, que me cruzo com o grande escritor norte-americano, PAUL AUSTER, para me contar através do seu 15º. romance “INVISÍVEL”, mais uma das suas histórias fascinantes em que cada história tem sempre uma história que se abre para outra história. Paul Auster é efectivamente um grande contador de histórias que, na minha opinião, vale a pena "escutar".

O fim do Ano aproxima-se a passos larguíssimos, o tempo voa e depois de Paul Auster estou já ansioso para, na próxima crónica, aqui transcrever o relato da minha próxima viagem com Bruce Chatwin (1940-1989) um dos mais aclamados escritores de literatura de viagens de sempre. Vou a caminho......

sábado, 11 de junho de 2011

A GREVE DOS MAQUINISTAS DA CP














A greve dos maquinistas da CP é uma situação que parece arrastar-se ad aeternum, e nem mesmo o facto de a que estava prevista para todo este mês de Junho ter sido desconvocada à última da hora, deixa de ser uma situação que merece uma reflexão.



No entanto não será, honestamente, uma situação fácil de ajuizar (nem é esse o meu propósito), sobretudo para quem está de fora e não conhece os meandros de todo este imbróglio; contudo o que aqui me proponho trazer é o que julgo ser também o pensamento da maioria das pessoas e sobretudo daqueles que são mais penalizados com este eterno impasse, nomeadamente os utilizadores do "cavalo de ferro".



É efectivamente um caso, esta misteriosa/enigmática/secular/impopular greve dos maquinistas da CP.

É algo que me põe a pensar, e que tenho cada vez mais dificuldade em compreender, já que é uma situação inoperante que se arrasta há quase ou mais de 40 anos anos; é verdade quarenta anos, pois recordo-me perfeitamente (porque o senti e muito na pele) que no princípio dos anos 70 do século passado (que lonjura, meu Deus...), quando trabalhava na baixa lisboeta (e estudava à noite) já sentia os tremendos efeitos negativos desta "dinossaura" greve e que naturalmente tinha (e certamente continuará a ter) repercussões muito negativas sobre a vida das pessoas que diariamente, se deslocavam para trabalhar; lembro-me que muitas vezes viajei pendurado nas carruagens, pondo até em perigo a própria vida e isto sem exageros (não era ó Kim?...)

Parece ter qualquer coisa de secreto esta greve dos maquinistas da CP que acontece com uma regularidade impressionante.

Ou esta é mesmo uma luta muito difícil ou então é um agradável braço de ferro (servindo afinal os interesses não se se sabe de quem), que parece passar de pais para filhos e em que sobretudo parece imperar o egoísmo.



É uma situação que parece reflectir uma absoluta incapacidade, inoperância, incompetência dos intervenientes.



Esta empresa pública de transportes ferroviários, que tem um prejuízo de 195 milhões de euros, e em que ainda recentemente veio a público que cinco gestores têm uma frota de automóveis Mercedes cuja renda anual ascende a cerca de 55 mil euros, parece ingovernável.

domingo, 5 de junho de 2011

LIVRARIA ESPERANÇA

























Sempre que vou ao Funchal só se me for de todo impossível é que não visito este "santuário" magnífico.

Efectivamente a Livraria Esperança (na Rua dos Ferreiros) é um lugar absolutamente majestoso, histórico, fascinante, diria mesmo esmagador para quem gosta de livros.

Foi o primeiro estabelecimento no Funchal a vender livros, existindo desde 1886.


É a maior livraria de Portugal a segunda maior do Mundo -o tamanho de um estádio de futebol-.

Uma existência de mais de 189.000 livros, estando mais de 100.000 virados de capa para a frente, perfeitamente disponíveis um por um, capa por capa, sendo possível visioná-los, folheá-los porque estão -todos- ali mesmo à nossa frente a pedir que lhes toquemos, é uma sensação indescritível.


Tem um exemplar de praticamente todas as obras publicadas em português.

Quando vou ao Funchal deambulo por aqueles corredores silenciosamente cheios de livros, perco-me por aqueles milhares de páginas escritas, livros em tudo quanto é sítio e totalmente à vista e é possível folheá-los todos, um por um, porque estão absoluta e inteiramente à mão de folhear.

Sempre que lá vou encontro o livro que procuro (esgotado no continente); ainda agora encontrei um que há tanto tempo procurava (o relato de uma paixão ardente de alguém que, no seu tempo, teve a ousadia de se dedicar à escultura e que por via dessa originalidade visionária "passou as passas do Algarve" e por isso morreu num asilo após um internamento de quase trinta anos; mas isso será uma conversa a seu tempo e em "su-sítio").

Impressionante esta LIVRARIA ESPERANÇA, para quem gosta de livros (e não só).


Um monumento ao livro!