sábado, 22 de março de 2014

AS PRIMEIRAS COISAS



 
 
BRUNO VIEIRA AMARAL é o autor dum livro que me ficou debaixo de olho mas que ainda não tive oportunidade de ler (Guia para 50 personagens da Ficção Portuguesa); entretanto, este veio parar-me às mãos e como fiquei com curiosidade de conhecer a sua escrita parti para a leitura do seu primeiro romance "AS PRIMEIRAS COISAS".
 
A acção deste livro decorre num bairro social, um bairro social situado na Margem Sul onde viveu e cresceu o autor.
 
Aquando do seu lançamento recordava o autor: Sendo apenas quem escreveu este livro, não posso ser culpado de alguns dos eventuais leitores da obra conhecerem os “pobres” só através do neo-realismo, dos noticiários ou de reportagens eivadas de boas intenções. Em todos estes casos mencionados, as pessoas são definidas pela condição sócio-económica, são “os pobres” e a quem as conhece desta maneira escapa o resto e o resto é o que me interessa. Garanto que, a mim, a nível literário, não me interessam particularmente os pobres, nem escrevi este livro para lhes dar voz – até porque os pobres não me passaram procuração – e espero que a minha voz seja verdadeira o suficiente para falar apenas por mim. O bairro que serve de cenário a este livro, a melancolia rude, por vezes, cruel dos nossos subúrbios, os estendais de gente mórbida, não são manifestos sociológicos ou políticos. Pelo contrário, não podia ser uma escolha mais egoísta e mais centrada nos meus interesses: é este o mundo que conheço melhor, o mundo que me exigia menos trabalho e menos imaginação para o recriar. É verdade que as pessoas que vivem em bairros como este são maioritariamente pobres ou vivem com grandes dificuldades mas quando vivemos com elas e partilhamos com elas essas condições, aos nossos olhos elas não se distinguem por isso. Num meio em que só haja brancos, ninguém se identifica como o “branco”.
 
Um bom livro que retrata um lugar perdido na Margem Sul do Tejo e que bem são retratados os brancos das barracas, os retornados, o inferno, os pretos, os ciganos, enfim personagens que tentamos ignorar mas que fazem parte do nosso universo.
 

 
 
 






terça-feira, 18 de março de 2014

JORGE JESUS E O BAILINHO INGLÊS

A polémica entre o treinador do Benfica Jorge Jesus e o treinador inglês Tim Sherwood, aquando do recente jogo contra o Tottenham, estimulou os mais variados comentários e normalmente todos politicamente correctos, ou seja o de condenar imediatamente o treinador português mas, desta vez, eu não estou contra JJ já que os Ingleses precisam que, de vez em quando, os ponham na ordem, pois estão imbuídos de uma total arrogância e convencidos da sua absoluta supremacia e superioridade sobre todos os outros; daí que "o baile" do Jorge Jesus ao técnico inglês saiba a (mais) uma vitória sobretudo sobre a arrogância e a mania da superioridade.

 
 
Naturalmente que não esteve bem nas atitudes que teve para com o seu adjunto, para com o Shéu e parece que com o Rui Costa, mas isso são contas de outro rosário.

 
vídeos que podem ser visualizados no YouTube
 
 

quinta-feira, 13 de março de 2014

UM LIVRO SOBRE A I GUERRA MUNDIAL

Gosto de livros sobre a I e a II Guerra Mundial.

 
 
"OS OLHOS DE TIRÉSIAS", da lisboeta CRISTINA DRIOS, narra a história de Mateus, Mateus (avô da autora) que partiu no contingente português, para a Flandres durante a I Guerra Mundial.
 
Devo no entanto realçar que, o que poderia ser a vida extraordinária de um soldado português no conflito, soube-me assim como que uma meia-vida, já que a autora resolveu intrometer-se e contar também a história da sua ida a França à procura dos lugares onde esteve e  por onde passou o seu avô (o gigante do olhar estranho Mateus, Mateus) e, na minha perspetiva, aquele que deveria ser o principal protagonista desta ida à guerra e que poderia ter resultado num belíssimo livro, ficou-se assim, consequentemente, por uma meia história.
 
Não deixa contudo de ser um livro interessante, até porque é o primeiro romance desta autora, já que cruza épocas e espaços muito distintos por onde desfila um leque de personagens notáveis e muito curiosas. 
 
 
Cristina Drios - nasceu em Lisboa em 1969
 

segunda-feira, 10 de março de 2014

PARENTES FAMOSOS

Julia Roberts - tia de Emma Roberts  (atriz de cinema e modelo)


 
 
 
Nicolas Cage é sobrinho do famoso cineasta Francis Ford Coppola



 
 
Emilio Estévez  e Charlie Sheen filhos de Martin Sheen

 




 

 
 

Jon Voight  o pai de  Angelina Jolie
 
 

 

sexta-feira, 7 de março de 2014

FANNY OWEN - Agustina Bessa Luís

 
 
 
Agustina Bessa Luís - 1922 -  _
 
 
 
 
marido velho vira parente
 
 
 

terça-feira, 4 de março de 2014

PESSOAS ABORRECIDAS


HÁ PESSOAS TÃO ABORRECIDAS QUE NOS FAZEM PERDER UM DIA INTEIRO EM CINCO MINUTOS

Jules Renard - (1864-1910)





JULES RENARD - escritor, dramaturgo (escritor de peças de teatro), muito conhecido em França mas que não sei se alguma vez foi publicado em Portugal

sábado, 1 de março de 2014

JOSÉ SARAMAGO dixit


José Saramago - 1922-2010
 
 
Nós vivemos com os nossos pais um dia após outro e, de repente, desaparecem e damo-nos conta de que não tínhamos chegado a conhecê-los
 
 
 
"dixit” é referido quando se quer enunciar que alguém disse algo, normalmente com autoridade, superioridade ou legitimidade para o fazer. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

post-it





Andava eu à procura dum post-it (aquele pequeno papel amarelo com um adesivo de fácil remoção) para não me esquecer de que amanhã terei de comparecer num determinado local, às 10 horas, quando me lembrei de que este é um objecto muito recente e que se tornou quase indispensável nos nossos tempos e que seria curioso averiguar a história do post-it e colá-la aqui no kontestu.

A história dos post-it remonta aos anos 70 (mais precisamente em 1968) quando o cientista Spencer Silver estava a trabalhar nos laboratórios da 3M, em busca de uma fita adesiva resistente. Mas o que conseguiu foi uma cola de papel fraca e, por esse motivo, ninguém lhe deu importância. Até que, anos depois, outro cientista os usou para marcar passagens da Bíblia.

A moda pegou e actualmente o post-it existe em várias cores, tamanhos e feitios e é usado em todo o mundo. É um dos cinco artigos de escritório mais vendidos nos Estados Unidos.


sábado, 22 de fevereiro de 2014

MIRÓ/ARTE e não só



 

Não falando propriamente na polémica Miró/BPN, Mário Vargas Llosa refere num dos seus mais recentes livros, que acabo de ler, "A CIVILIZAÇÃO DO ESPECTÁCULO" algo que, de algum modo, se poderá aplicar àquela polémica. Passo a transcrever:

Marcel Duchamp - pintor, escultor e poeta francês - 1887-1968

"Desde que Marcel Duchamp, revolucionou os padrões artísticos do Ocidente estabelecendo que uma sanita também era uma obra de arte se assim o decidia o artista, já tudo foi possível no âmbito da pintura e da escultura, até que um magnata pague doze milhões e meio de euros por um tubarão preservado em formol num recipiente de vidro e que o autor, Daniel Itirst, seja hoje reverenciado não como o extraordinário vendedor de embustes que é, mas sim como um grande artista do nosso tempo.
 
 
 
Uma das performances mais abjectas de que há memória na Colômbia, foi quando o artista Fernando Pertuz que numa galeria de arte defecou diante do público e, depois, "com a maior solenidade", começou a ingerir as suas fezes.
 
 
John Milton Cage Jr. (1912-1992) compositor, teórico musical, escritor, admirador anarquista e artista dos Estados Unidos
 
 

 


 
E, quanto à música, o equivalente da sanita de Marcel Duchamp é, sem dúvida, a composição (denominada 4.33) do grande guru da modernidade musical nos Estados Unidos, John Cage, em que um pianista se sentava em frente de um piano, mas não tocava numa tecla durante quatro minutos e trinta e três segundos, pois a obra consistia nos ruídos que eram produzidos na sala pelo acaso e pelos ouvintes divertidos ou exasperados...."




 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

RODAPÉS NA TV



Frequentemente vimos em rodapé (na TV) erros de palmatória e de nos fazer corar. Já não falo na linguagem respeitante ao novo Acordo Ortográfico para o qual fomos atirados sem ter qualquer voto na matéria assim como se obedecêssemos a um nosso novo dono; acho que os portugueses foram confrontados com a situação dum modo em que apenas se limitam a ter de obedecer, em que parece não terem sido analisados senão as vantagens. Eu sei que não poderemos parar o vento com as mãos mas o que é certo é que eu verifico que muito frequentemente me vejo embaraçado em escrever uma determinada palavra pois a confusão por vezes instala-se, e com alguma frequência em determinadas palavras...

E devo confessar que, no início, até fui a favor do Acordo pois me pareceu que poderia facilitar as relações entre os PALOP, e até um factor de união dos países de língua portuguesa, mas a falta de informação e a confusão que o mesmo gera fez-me recuar um pouco. 

Mas o que quero falar é sobre os erros de palmatória que vimos frequentemente nos rodapés das várias estações televisivas.

Erros ortográficos são frequentes, palavras mal escritas são o dia a dia, algumas mesmo de bradar aos céus.

Já para não falar nos exemplos a seguir, pois são palavras que frequentemente são usadas mas mal aplicadas:


ONDE e AONDE são dois casos sintomáticos :
-AONDE - exprime movimento/direcção (aonde foste ontem)
-ONDE-indica lugar estático (onde estiveste ontem)

DESCRIMINAR-tirar o crime
DISCRIMINAR-separar (discriminação racial)

Oh que pena - (interjeição)
Ó João (chamamento)

Também vejo muitas vezes erradamente escrito PME's , PALOP's
já que as siglas não têm plural PME e PALOP aplica-se tanto no singular como no plural.

Quantas vezes não vejo (e ouço) erradamente escrita a palavra RUBRÍCA , é com acento tónico na penúltima sílaba e não rúbrica (como já li algumas vezes).

Há 6 anos atrás» (claro que não poderia ser à frente?) que ouço tantas vezes aos apresentadores...são realmente muitos erros e por isso me vem sempre à cabeça e penso no bem que me fizeram as inumeráveis cópias e ditados que fiz na instrução primária...claro que todos poderemos cometer erros, é humano, mas há erros e á erros...



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

RETORNADOS

O Retorno” de Dulce Maria Cardoso (Tinta-da-china)



Um grande, excelente livro sobre os retornados, de DULCE MARIA CARDOSO.
 
"O RETORNO" que aborda uma época marcante da nossa história e perante a qual, confesso, passei um pouco ao lado já que a idade e a ânsia de viver não se compadeciam com determinadas situações e todo o tempo era pouco para viver os meus vinte anos  
 
Este romance, que aconselho vivamente, foi premiado pelo Ministério da Cultura Francês, em 2012, e valeu à Autora o Título de Cavaleira da Ordem das Artes e das Letras, já que a obra teve um grande impacto em França e, particularmente, junto das Comunidades Portuguesas naquele País. Este Prémio concedido pelo MCF constitui uma das mais elevadas distinções honoríficas atribuídas em França com vista a homenagear figuras que se destacam pela contribuição para a difusão da sua cultura em terras gaulesas.
 
O Retorno já obtivera o Prémio Especial da crítica, o Prémio da revista Ler e o Prémio Blogtailors 2011. 
 
Dulce Maria Cardoso é originária de Trás-os-Montes, mas passou a infância em Angola, tal como os dois jovens protagonistas de O Retorno. De regresso a Portugal, licenciou-se em Direito vivendo, actualmente, em Lisboa.
 
O Retorno” é um romance que aborda o tema delicado e polémico que foi para Portugal a descolonização, o fim do Império Ultramarino e o conturbado regresso dos Portugueses que habitavam as colónias, após a Revolução de Abril de 1974. Nele está bem patente o violento choque cultural face à forma de viver na metrópole, já que está implícito um certo desprezo pela forme de viver, de ser e de estar dos portugueses da metrópole, do mesmo modo que os que cá estavam também reagiram negativamente à vinda destas pessoas a quem designavam (talvez até pejorativamente) de retornados.
 
Excelente, vale a pena ler.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

JEAN MARAIS

Jean Marais   1913-1998

 

Jean Marais foi um actor francês de cinema (também pintou, também esculpiu) muito em voga nos anos 60. No livro que ando a ler ("PAPÉIS DE JORNAL" de António Mega Ferreira) deparei com este comentário sobre este actor que, na minha juventude, ainda me empolgou com alguns filmes, nomeadamente sobre FANTÔMAS:

Em meados dos anos 60 uma tal Mme. Arnoux, diz ter visto em Paris, durante uma projecção privada do filme "Mourir à Madrid", na qual estava também, segundo ela, Jean Cocteau de mão dada com o seu amante Jean Marais....

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ABSURDO

 
ABSURDO:
 
 
-AFIRMAÇÃO OU CONVICÇÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À NOSSA PRÓPRIA OPINIÃO-    
 
 
 
Ambrose Bierce -   EU  -  1842-1914



AMBROSE BIERCE - excelente contista, tem alguns livros editados em Portugal, nomeadamente um livro de contos
       
 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O SENTIDO DA HONRA


Hiroo Onoda - 1922-2014

Eu já tinha ouvido falar dos soldados japoneses que mesmo depois da rendição do Japão e após o fim da 2ª. guerra mundial não se renderam e continuaram a luta na selva durante mais alguns anos. No passado fim de semana fui confrontado com uma notícia dum desses casos.

Hiroo Onoda, o (então) alferes do Exército Imperial Japonês que estava estacionado num dos arquipélagos das Filipinas, quando os japoneses capitularam, em 1945, foi um dos que não acreditou que a guerra tinha acabado e já que tinha jurado não se render por isso continuou a combater, escondido na selva filipina, durante quase três décadas, onde empreendeu uma guerrilha contra as tropas americanas, até que finalmente, foi convencido, e para isso foi necessária a visita do seu antigo comandante, a colocar um ponto final nesta sua guerra (pessoal).

Morreu no passado dia 16.01.2014, num hospital em Tóquio, quase 70 anos depois de a rendição do Japão ter posto fim à 2ª. Guerra Mundial.


Hiroo Onoda, na altura da sua rendição, oferece a sua espada ao Presidente Marco das Filipinas (ao lado -de óculos- o seu antigo comandante que o convenceu a render-se)


Onoda foi o penúltimo soldado japonês da 2ª. Guerra Mundial a render-se, tendo sido Teruo Nakamura, de origem taiwanesa, o último. Nakamura foi declarado morto em 1945 mas só foi descoberto (vivo) em 1974.



Teruo Nakamura quando descoberto, em meados de 1974 
Este sentido da honra, do dever, duma só palavra foi algo que ainda me foi transmitido pelos meus pais, lembro-me perfeitamente de sentir que quando o meu pai contraía um qualquer compromisso não eram precisas assinaturas para o cumprir, a palavra bastava e esse cumprimento era sagrado (nem que fosse preciso passar fome)!
É uma maneira de estar na vida que, infelizmente, parece estar em absoluta e completa extinção.



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

RECONHECIMENTO POST MORTEM

 
Herman Melville -  Nova Iorque-EUA 1819 - 1891
 

No livro que ando a ler (A LOUCA DA CASA de Rosa Montero), li algumas situações muito curiosas relativamente a grandes escritores que em vida só a grande custo conseguiram ver publicados os seus livros mas que, mesmo assim, foram autênticos fracassos e o autêntico inferno e drama que isso causou nas suas vidas.


 


Por exemplo, Herman Melville, o autor do maravilhoso Moby Dick, um romance que hoje, século e meio depois da sua publicação continua a editar-se, a vender-se e a ler-se em todo o mundo, mas que na sua época não agradou absolutamente a ninguém. Moby Dick não vendeu nem duas dúzias de cópias. Melville nunca recuperou desse fracasso e, embora tenha vivido mais de quarenta anos quase não voltou a escrever. Tornou a sua vida impossível e a de todos aqueles que lhe eram próximos. Quando, aos quarenta e sete anos, se viu obrigado a aceitar um emprego miserável de inspector alfandegário, tão enfandonho como mal pago, para poder manter a família, a evidência do seu fracasso como romancista deve ter-lhe explodido na cabeça. Tornou-se meio louco, consumido pela raiva, agia com enorme violência, é provável que chegasse mesmo a bater nos filhos e na mulher, que pensou seriamente em separar-se dela. Todo este inferno esteve certamente na origem do suicídio do seu filho mais velho (Malcolm de dezoito anos) que se trancou no quarto e estoirou a cabeça com um tiro.
E isto aconteceu a outros autores fracassados; numa próxima oportunidade tentarei trazê-los aqui.



domingo, 19 de janeiro de 2014

LEITURAS DE 2013 - HORA DE BALANÇO

"A FILHA DO COVEIRO" da excelente escritora norte americana, Joyce Carol Oates, foi o melhor livro que li em 2013, seguiu-se, de muito perto, "A PASTORAL AMERICANA" do grande escritor norte-americano Philip Roth.
Qualquer livro da também norte americana Flannery O'Connor corresponde sempre as minhas (altas) expectativas, e nunca me desiludiu.

Dos Portugueses o que mais gostei foi o excelente "LIVRO" de José Luís Peixoto -uma agradável surpresa-; claro que qualquer livro de José Saramago é lido sempre com grande satisfação e nunca nenhum me desiludiu.

Vamos então ao balanço do que li em 2013

7 Obra Prima
6 Excelente
5 Muito Bom
4 Bom
3,5 Interessante
3 Razoável
2 Li, mas não me cativou
1 Desisti

Flannery O'Connor - do melhor que li em 2013

 

  1. TOLSTOI - biografia - Janko Lavain  -  3,5
  2. A CASA DO SONO - Jonathan Coe - 1
  3. TUDO O QUE SOBE DEVE CONVERGIR - Flannery O'Connor - 4
  4. O MUNDO DOS OUTROS - José Gomes Ferreira - 3,5
  5.  A CONFISSÃO DA LEOA - Mia Couto - 3
  6. OS MEUS SENTIMENTOS - Dulce Maria Cardoso - 1
  7. A CIDADE IMPURA - Andrew Miller - 3
  8. MORTE NA PÉRSIA - Annemarie Schwarzenbach - 1
  9. ESTADO CIVIL - Pedro Mexia - 2
  10. NO CORAÇÃO DAS TREVAS - Joseph Conrad - 1 
  11. A HERANÇA DE ESZTER - Sandor Marai - 4
  12. LIVRO - José Luís Peixoto - 5
  13. PENSAR - Vergílio Ferreira - 3,5
  14. ESCREVER - Vergílio Ferreira - 3
  15. A AMARGURA DOS CONTRASTES - José Rodrigues Miguéis - 3,5
  16. REFLEXÕES - Franz Kafka - 2
  17. APARIÇÃO - Vergílio Ferreira - 4
  18. AS VOZES DO RIO PAMANO - Jaume Cabré
  19. FANNY OWEN - Agustina Bessa Luís - 4
  20. CONTOS ORIENTAIS - Marguerite Yourcenar - 3,5
  21. O AROMA DE GOIABA - Gabriel Garcia Marquez - 4
  22. ENGANO - Philip Roth - 3,5
  23. O FEITIÇO DA ÍNDIA - Miguel Real - 4
  24. UM HOMEM DE PARTES - David Lodge - 3
  25. OS CÃES E OS LOBOS - Iréne Némirovsky - 4
  26. A PASTORAL AMERICANA - Philip Roth - 5
  27. O FIO DAS MISSANGAS - Mia Couto - 3
  28. URZES - Manuel Hermínio Monteiro - 3,5
  29. ENSAIOS DE HISTÓRIA - Outra opinião - Rui Ramos
  30. GRANTA - "EU" - vários - 3
  31. DENTRO DO SEGREDO - Uma viagem na Coreia do Norte - José Luís Peixoto - 3
  32. O COMPLEXO DE PORTNOY - Philip Roth - 3,5
  33. OS PORTUGUESES - Barry Hatton - 3,5
  34. O SENTIDO DO FIM - Julian Barnes - 3,5
  35. A HISTÓRIA DE ENEAS - Sebastiaan Barry - 3,5
  36. MAZAGRAN - J. Rentes de Carvalho - 3,5
  37. A ARTE DE CHORAR EM CORO - Erling Jepsen - 3,5
  38. OS MELHORES CONTOS AMERICANOS - vários - 3,5
  39. 10 CRIMES QUE ABALARAM A AMÉRICA - vários - 3
  40. JOSÉ SARAMAGO - o amor possível - Juan Marias (entrevistas) - 4
  41. OUTRAS CORES - Ohran Pamuk - 2
  42. A FILHA DO COVEIRO - Joyce Carol Oates - 6
  43. APRENDER A REZAR NA ERA DA TÉCNICA - Gonçalo M. Tavares - 3,5
  44. NO TRIBUNAL DO MEU PAI - Isaac Bashevis - 1
  45. UM DIA DIFERENTE . John Steinbeck - 1
  46. COMO LER UM ESCRITOR - John Freeman - 3,5
  47. HIS WAY - biografia não autorizada de Frank Sinatra - 3,5
  48. ESTADO DE GUERRA - Clara Ferreira Alves - 3,5
  49. LISBOA-A GUERRA NAS SOMBRAS DA CIDADE DA LUZ-1939-1945-Neill Lochery - 3
  50. BRUGES A MOORTA - Georges Rodenbach - 3
  51. O ANÃO - Pav Lagerkvist - 1
  52. O OURO . Blaise Cendrars - 4
  53. A FAMÍLIA DE PASCUAL DUARTE - Camilo José Cela - 5
  54. LITERATURA E FANTASMA - Javier Marias - 2
  55. AS LOJAS DE CANELA - Bruno Schulz - 1
  56. A IMORTALIDADE - Milan Kundera - 1
  57. A PESTE - Albert Camus - 3,5
  58. JOSÉ E PILAR-conversas inéditas - Miguel Gonçalves Mendes - 4
  59. O MUNDO É DOS VIOLENTOS - Flannery O'Connor - 4
  60. A SEGUNDA MORTE DE ANNE KARÉNINA - Ana Cristina Silva - 3,5    

Joyce Carol Oates - autora de "A FILHA DO COVEIRO" o melhor livro que li em 2013 
Philip Roth - autor de "Pastoral Americana" do melhor que li em 2013
 

José Luís Peixoto -"LIVRO" - o melhor livro, dum autor português, que li em 2013

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

MORREU DE VELHICE AOS 17 ANOS

Sam Berns 10/23/96 -  01/10/14
Sam Berns  -  23.10.1996 - 10.01.2014

Lembro-me perfeitamente de que quando, há uns anos atrás, vi uma reportagem sobre a doença da velhice que atingiu uma criança nos Estados Unidos da América, fiquei impressionado e ao mesmo tempo quase pasmado com a sua força já que mesmo sabendo-se atingida por uma doença fatal e galopante mostrava uma força e alegria de viver absolutamente impressionantes.
Pois agora o meu amigo Vieira (do Porto) enviou-me uma reportagem sobre a morte recente desta criança, que passo a transcrever:
 
Sam Berns, um adolescente de 17 anos, faleceu, na sexta-feira, de velhice. O rapaz norte-americano sofria de progeria, ou Síndrome de Huntchinson-Gilford, uma doença genética que acelera o processo de envelhecimento.
Ainda com a vida pela frente, uma grave condição de saúde atirou Sam para uma velhice extrema ainda em criança e para a morte ainda na adolescência. Sam Berns morreu com uma condição física idêntica à de um idoso.
A sua doença não lhe roubou, porém, a vivacidade. Desde que soube da doença rara que tinha fez força para ajudar quem padece do mesmo problema, ficando conhecido pelo vasto leque de palestras que deu pelos Estados Unidos, de forma a promover esta rara condição física. O seu nome ficou associado à Progeria Research Foundation, instituição que ajudou, através do seu testemunho, a dar a conhecer esta doença genética.
Os médicos e os pais de Sam conseguiram, ao longo dos anos, desenvolver métodos que prolongaram a vida deste jovem-idoso. Contudo, a morte chegou ainda durante a adolescência. Os pais de Sam confirmaram a morte do filho na passada sexta-feira, através da Progeria Research Foundation.
 
 
 
 

sábado, 11 de janeiro de 2014

8 ou 80


Eusébio no clube onde se iniciou

Admirava Eusébio, apesar de não ser do meu clube.
Foi efectivamente um extraordinário jogador de futebol, que projectou o país além fronteiras e deu Portugal a conhecer ao Mundo e por isso teve uma grande e merecida homenagem do povo português. 
Paz à sua alma e que descanse em paz!

Porém, como é timbre da alma lusitana o 8 ou 80 vem ao de cima sempre que este tipo de emoções afloram e daí estar a querer fazer-se dele um expoente máximo do génio lusitano pretendendo-se transferir o seu caixão para o Panteão Nacional...

É preciso lembrar que ainda há pouco tempo faleceu Albino Aroso, um homem que contribuiu surpreendentemente para a queda da mortalidade infantil em Portugal, após o “25 de Abril” e para a divulgação do chamado «planeamento familiar».
No entanto, que homenagens se fizeram a este grande homem? é que nem mereceu uma única palavra do presidente da República, nem de qualquer outra entidade oficial, a não ser do Director-Geral da Saúde, Francisco Georges.

Há que relativizar as coisas e reconhecer-lhes o lugar próprio.

Nem oito nem oitenta!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

OS ESCRITORES E OS LIVROS II

  F. Scott Fitzgerald - 1920
 
 
William Faulkner -1897-1962
 
 Émile Zola - 1868
 
 Charlotte Bronte - 1816-1855
 
Boris Vian - 1957
 
William Faulkner - 1897-1962
 
T.S. Eliot - 1959
 
 
Virginia Woolf - 1882-1941
 
  José Saramago - 1922-2010
 
James Joyce - 1882-1941


 Virginia Woolf  - 1882-1941
 
 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

PESSOAS ABORRECIDAS

 
 
HÁ PESSOAS TÃO ABORRECIDAS QUE NOS FAZEM PERDEU UM DIA INTEIRO EM CINCO MINUTOS

 

Jules Renard -escritor francês-  1864-1910



 

 
 

sábado, 4 de janeiro de 2014

O QUE ANDO A LER - a minha primeira leitura de 2014




 

"Aprecia só os aplausos das pessoas a quem tu aplaudirias" - Uma frase do livro que Gonçalo M. Tavares levou para a entrevista com Bárbara Guimarães, "As cartas a Lucílio" de Séneca, escritas 50 anos depois de Cristo.    

Este livro "PÁGINAS DO PÁGINAS SOLTAS" de BÁRBARA GUIMARÃES de que estou a gostar, contempla uma série de entrevistas com alguns dos melhores espíritos do nosso tempo, como se pode ler na contracapa, lê-se como quem bebe uma imperial fresquinha quando temos muita sede, pois ainda por cima os entrevistados levam para a entrevista um ou dois livros que depois nos aconselham.
Por exemplo, Fernando Dacosta aconselha-me do grande, do gigante escritor Vergílio Ferreira, "Alegria Breve", Mário Zambujal aconselha-me de Rubem Fonseca - "Pequenas Criaturas", Gonçalo M. Tavares, para além do já citado Séneca, aconselha-me ainda "Austerlitz" de W.G.Sebald...e por aí fora, vou agora para a entrevista do Luís Miguel Cintra e, repito, estou a gostar deste livro que inaugura as minhas leituras de 2014, uma surpresa (ou talvez não)... 

Eis os 30 grandes espíritos entrevistados: Valter Hugo Mãe, Gonçalo M. Tavares, Ana Hatherly, Pedro Tamen, Maria Teresa Horta, Fernando Dacosta, Pepetela, Mário Zambujal, José Hermano Saraiva, Eduardo Prado Coelho, Beatriz Batarda, Fernando Lopes, Luís Miguel Cintra, Olga Roriz, Ricardo Pais, Joaquim Benite, Bernardo Sassetti, Aldina Duarte, Adolfo Luxúria Canibal, Artur Cruzeiro Seixas, Graça Morais, Roberto Chichorro, Ângelo de Sousa, Eduardo Souto Moura, Manuel Graça Dias, Marília Gabriela, Rodrigo Guedes de Carvalho, Adelino Gomes, Francisco Pinto Balsemão