sábado, 23 de novembro de 2013

O CINEMA E OS LIVROS - V




Sean Connery  

 John Wayne (o Favinha) - 1946


Marilyn Monroe (lendo "ULYSSES" de James Joyce) - 1954


 







do filme "PERSONA" de Ingmar Bergman - 1966



 






Francois Truffaut - 1978



 
Marilyn Monroe - 1955





 








Orson Welles - 1962


Alfred Hitchcock - 1965


 
Marilyn Monroe - 1926-1962
do filme "Pedro o Louco" de Jean-Luc Godard - 1965


 


sábado, 16 de novembro de 2013

O CINEMA E OS LIVROS - IV

do filme "Os quatrocentos Golpes" de François Truffaut - 1959
Clark Gable  em 1940
 
do filme "Quem tem medo de Virginia Woolf" em 1966
Marilyn Monroe - 1926-1962
 
Buster Keaton (Pamplinas) em 1924
 
Harpo Marx (irmãos Marx) em 1932


 
Paul Newman em 1968
Marlon Brando em 1949

 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O QUE ANDO A LER - "AS LOJAS DE CANELA"


"Resolvi que não sou pintor, nem escritor; que nem sequer sou, bom professor. Ao que julgo enganei meio mundo com um certo brilho que realmente não tenho. Tentei renunciar à criatividade, viver como um homem vulgar, mas é vida que me parece bem triste. A minha vida de todos os dias depende cada vez mais da arte, pois só aguento razoavelmente o lugar de professor mediante valores que peço emprestados à arte. Porém, na minha imaginação já tenho esse lugar perdido e estou na maior miséria."



Estas palavras do BRUNO SCHULZ estão no prefácio de "AS LOJAS DE CANELA" (o livro que ando a ler) e que serviram, de algum modo, para aumentar as expectativas que já me tinham sido criadas com a crítica muito favorável que, sobre este livrinho, já tinha lido, algures.

Mas...expectativas goradas. pois até agora nunca consegui "apanhar o fio à meada", e assim se tem ido gorando a expectativa inicial, pois à página quarenta e poucos ainda não sei se ando a ler memórias se um romance, não gosto de deixar livros a meio, mas era o que me apetecia, pois quando isto nos acontece a motivação para novas leituras fica muito em baixo.
É um livro que efectivamente se me tem tornado difícil de seguir com longas divagações, ideias inesperadas, etc... É a história de um homem em conflito com a vida,no entanto é uma escrita nada fácil que me faz lembrar António Lobo Antunes, na qual não consigo "penetrar" nem numa única página...   talvez (quem sabe) ainda não esteja preparado. A propósito disso, embora mal comparado, lembro-me de alguém, num tempo já algo distante, me chamava a atenção, quando eu lhe dizia que não gostava de ópera, ele respondia-me: Ó Seve aprende-se a gostar.   


sábado, 9 de novembro de 2013

FERNANDO PESSOA E A CRISE EM PORTUGAL

 
 
 
Portugal é hoje em dia um pingo de tinta seca da mão que escreveu o Império

sábado, 2 de novembro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O QUE ANDO A LER - "LITERATURA E FANTASMA"

Literatura e Fantasma
 
 
Comprei este livro, do escritor espanhol Javier Marías, na última Feira do Livro de Lisboa-2013, não me lembro de quanto me custou mas não terá sido mais de € 7,50, pois estava dentro daqueles caixotes que esta editora costuma ali ter, a preços de saldo.
 
Javier Marías  1951 -

 
É um livro de textos que deverão ter sido publicados em jornais e revistas do país vizinho e que falam sobretudo de temas ligados à literatura, alguns muito interessantes,outros nem tanto...
 
Mas, por exemplo, achei curioso o artigo que fala do irlandês James Joyce um escritor  absolutamente convencido de que não houve, no século em que viveu, outro tão importante e de tanto valor como ele. A sua mulher definia-o como um fanático da literatura, que teria muito dificuldade em pensar noutra coisa ou viver a sua vida mais do que para a alimentar.
 
James Joyce - 1882-1941

 
James Joyce numa dada ocasião, para se sentir devidamente informado numa passagem relativa a um homem enganado, pediu-lhe que saísse um pouco com outros homens, para ver como é que ele reagia. Ao que parece a mulher negou-se à experiência e Joyce teve que conformar-se com que ela aceitasse iniciar uma carta do seguinte modo: "Querido cornudo". 
 
 


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O QUE ANDO A LER - "A FAMÍLIA DE PASCUAL DUARTE"




Parti para a leitura deste livro (A FAMÍLIA DE PASCUAL DUARTE) com expectativas mínimas, direi até que com algum"receio", apesar de me ter sido recomendado por um amigo em quem, em termos de aconselhamento literário, confio inteira e totalmente.

Mas está a “encher-me as medidas”; excelente livro sobre a vida de um assassino cuja crueza e falta de compaixão impressionam. Efectivamente Pascual Duarte relata os eventos da sua vida, colocando-se na posição de vítima e vilão, conforme o contexto em que se situa a sua acção.

CAMILO JOSÉ CELA faz a reconstrução, desde a relação com os pais, a infância, os primeiros trabalhos, a taberna local, as imigrações, etc…. É um belo livro que mostra o absurdo e a crueza da vida e a importância do acaso. Li-o praticamente em dois dias já que estou mesmo, mesmo no fim.
E aconselho.
A não perder.


Camilo José Cela -1916-2002   -    Prémio Nobel da Literatura 1989
Escritor espanhol, Camilo José Cela nasceu a 11 de maio de 1916, em Ira Flavia, na Corunha, e faleceu a 17 de janeiro de 2002, em Madrid. Formou-se em Direito pela Universidade de Madrid e tornou-se membro da Real Academia da Língua.



Nota:-este livro (que estou a ler) é uma edição antiga do Círculo de Leitores, e o título é "A Família de Pascoal Duarte", mas como, há muitos anos, alguém me ensinou que os nomes próprios nunca se separam (com tracinho) quando se muda de linha nem tão pouco se traduzem, daí, no título desta crónica, eu escrever Pascual (com u e não com o); é daquelas coisas que nunca mais se esquecem.

sábado, 19 de outubro de 2013

EDWARD HOPPER E OS LIVROS

Compartment C, Car 193 - 1938

 
Hotel Room - 1931
Chair Car - 1960
 
excursion into philosophy - 1959
 
people in the sun - 1960
 
Second Story Sunlight - 1960
 
Hotel by a Railroad - 1952
 
Hotel Lobby - 1943
 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O QUE ANDO A LER - "BRUGES, A MORTA"





Georges Rodenbach - 1855-1898


Na minha deambulação por alfarrabistas e por tudo quanto é sítio que tenha livros,
descobri esta pequena pérola editada há mais de 40 anos pela Editorial Inquérito,
um pequeno livro de 131 páginas, com ilustrações lindíssimas de Júlio Gil, com tradução do escritor Domingos Monteiro (1903-1980), da colecção “Antologia dos Amigos do Livro”, cujo título é: “BRUGES, A MORTA”, do escritor belga Georges Rodenbach, nascido em 1855 e que morreu em Paris em 1898, custou-me apenas € 1,00, e é um LIVRO -à séria, como se diz em Lisboa nos sítios em que se fala lisboeta-(é um livro!  Um livro com páginas amareladas, com o sebo do tempo, o cheiro do tempo, em suma o maravilhoso cheiro dos livros)!

Ainda só li trinta páginas mas já deu para perceber que se lê de com muita, muita
satisfação; desde já digo que tenho aqui um excelente livro. Ver a vida com olhos de morto. É esta a perspectiva de Georges Rodenbach perante os infortúnios de Hugues Viane, o personagem principal de «Bruges-a-morta».

Pouco tempo após a morte de sua mulher, o inconsolável Hugues Viane decide instalar-se na cidade de Bruges. Ele precisava de “silêncio infinito e de uma existência tão monótona que deixasse, quase, de dar-lhe a sensação de viver” (pág. 23).


 
 Nota: entretanto, e já depois desta compra, tomei conhecimento de que este romance foi recentemente reeditado (por uma nova editora)
 




sábado, 12 de outubro de 2013

O CINEMA E OS LIVROS - III

Dean Martin - 1917-1995
do filme "Masculino/Feminino" de Jean-Luc Godard - 1966
 
do filme "Vale Abraão" de Manuel de Oliveira - 1993
 
Gary Cooper - 1932
 
David Bowie - 1976
 
Marilyn Monroe - 1955
John Huston - 1968
Orson Welles - 1968
Humphrey Bogart - 1947






 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

NADA É COMO ERA II - (O QUE ANDO A LER - V)


Continuando a leitura  do “ESTADO DE GUERRA” – Clara Ferreira Alves, dele retirei mais alguns excertos de algo que continua, creio eu, a ter com todos nós:
 




Dantes não tínhamos liberdade mas tínhamos segurança e um certo amor à dignidade que se perdeu.

Havia talvez mais medo do que há hoje mas havia menos solidão, muito menos solidão.

Hoje há outro medo, medo das incertezas. No meu bairro toda a gente se conhecia, o merceeiro que vendia fiado, a capelista, o sapateiro, a padeira, não eram as lojas, eram as pessoas e toda a gente sabia o nome de toda a gente e as pessoas ficavam no seu lugar até morrerem, ia-se ao enterro e um filho tomava conta. Havia uma continuação. Não me estou a queixar, não era de esperar que tudo continuasse assim e as pessoas gostam muito de novidades, o que não é o meu caso, eu detesto novidades, imprevistos, porque na minha idade todos os imprevistos me tiram a rotina e me fazem medo.”    




sábado, 5 de outubro de 2013

NADA É COMO ERA - (O QUE ANDO A LER IV)


Do livro que ando a ler (“ESTADO DE GUERRA” – Clara Ferreira Alves) retomo alguns excertos muito interessantes e que concerteza terão a ver com a vida de todos nós:
 

Sou reformada, fui professora, nunca casei e não tive filhos. Trabalhei a vida toda e tenho a minha reforma, posso comer, posso ainda ir ao cinema, posso ainda viver e pouco mais. Herdei a casa onde vivo, não pago renda, é um andar modesto mas é lá que gostava de morrer. Dantes as pessoas nasciam e morriam em lugares conhecidos e ninguém lhes prolongava a vida. Dantes as coisas duravam, estavam seguras, eram para a vida até à morte. Os meus pais estiveram casados mais de 50 anos. Tudo naquele tempo era vitalício, as promessas eram para manter, não nos mentiam tanto, e podia-se contar com as pessoas.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

OS HOMENS OCOS - ACABEI DE LER

O excelente livro de crónicas "ESTADO DE GUERRA" da jornalista e escritora CLARA FERREIRA ALVES.

Desse mesmo livro, atrevo-me a reproduzir mais alguns "bocados" que me parecem muito interessantes, porque bem reveladores do mundo actual:


"Quase todos os dias podemos ver a procissão de homens ocos.
A sair dos carros blindados com vidros escuros, caminhando apressados no centro do grupo de assistentes que carregam as pastas e caminham um passo atrás, como os súbditos, sorrindo ou franzindo os olhos para as câmaras, conforme a gravidade da situação. Apertam muito as mãos uns dos outros e às vezes fazem pose para a fotografia de grupo, com olhos espantados e a imibilidade de espantalhos.  
Entretanto, os juros sobem,os ratings descem, os bancos descapitalizam, o desemprego aumenta. E a Grécia continua a descida ao fundo do poço."