sábado, 29 de junho de 2013

FUTEBOL - AS CLAQUES...



Estamos no defeso. O futebol foi a banhos. Contudo, é sempre tempo de se falar de situações relacionados com ele, situações que a mim me parecem absolutamente incompreensíveis.
Efectivamente, por muito que goste do meu clube (e de quem gosta dele) tenho muita, diria mesmo quase uma dificuldade absoluta, se assim se poderá dizer, em compreender como é que há pessoas que se deixam conduzir como animais (selvagens) numa manada...

sábado, 22 de junho de 2013

Cresce/Creche



Nem o prestigiado DIÁRIO DE NOTÍCIAS, escapa a este analfabetismo que grassa pelos nossos meios de comunicação, quer escritos quer falados. Basta estar atento aos telejornais de qualquer uma das nossas estações TV, para deparar com autênticas "borradas", absolutamente impensáveis para quem tem também uma responsabilidade (acrescida) de ensinar.

Ainda no DIÁRIO DE NOTÍCIAS do passado sábado, 15.06.2013, nesta notícia escrevia-se cresce em vez de creche...como é possível? um jornal diário centenário, de tamanha projecção que tem uma obrigação cultural fundamental na nossa população escrever desta maneira...

Com o novo Acordo Ortográfico o caos linguístico instalou-se, às vezes já não sei se estou  escrever correctamente ou não e depois, ainda por cima, vêem estas "ajudas"...

Claro que todos erramos mas há situações demasiado confrangedoras.


sábado, 15 de junho de 2013

LIVROS - POR ONDE ANDEI EM 2012 - V




Este meu modo e vício de viajar tem-me levado aos mais recônditos lugares da terra e, ao mesmo tempo, aos mais profundos lugares da mente humana, daí vos estar a contar por onde andei em 2012, através dos livros que li.
-Abril chegava ao fim e eu vagueando por outras paragens e é precisamente no fim deste mês de Abril que me encontro com um dos meus autores preferidos, um escritor absolutamente desconcertante, que neste livro, um romance negro, como parece avisar, desde logo, a cor da sua capa do livro, leva-nos a mergulhar no mais profundo da mente humana, no que ela tem de mais terrível e me apresenta personagens dilaceradas que se cruzam, se entrelaçam, se movimentam, por vezes se amam e, quase sempre, se magoam na noite de uma fria e emblemática cidade, supostamente, alemã.

Deste livro (JERUSALEM) e do seu autor (GONÇALO M. TAVARES) disse José Saramago no discurso de atribuição dum prémio literário a este jovem escritor: "Gonçalo M.Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos: dá vontade de lhe bater".
É um livro denso e difícil mas muito bem escrito, não há palavras a mais ou desperdiçadas. Apenas as palavras necessárias.
A época e a localização da acção só podem ser intuídas e remetem-nos para um país europeu (Alemanha, porventura) no pós segunda guerra mundial.

Não consigo encontrar uma palavra, para além de desconcertante, para descrever a escrita deste jovem e magnífico escritor-vale a pena ler-.

Maio chegou e é com MIA COUTO que


embarco em mais uma viagem, quando tive o privilégio de ser incluído a sua comitiva, ou seja quando ele me "meteu" dentro do seu excelente romance "O OUTRO PÉ DA SEREIA" - em que me dá a conhecer personagens riquíssimas, descrições preciosas do início de processo de colonização e da sociedade de Moçambique em 2002, independente deste 1975, a relação entre os portugueses, os indianos e os negros. Mia Couto é um excelente escritor!

 
A viagem não começa quando se percorrem as distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores.”
 Maio avança e como ele viajo para outros tempos e para outras paragens
O Tempo Entre Costuras Livro O Tempo Entre Costuras de María Dueñas   Pré Venda
E não é que, de repente, me encontro a viajar por Espanha, em plena ditadura franquista, e conheço uma costureira prestes casar-se com um rapaz bonzinho, porém sem graça, que conhece um homem mais velho e altamente sedutor. Abandona o noivo e embarca numa vida intensa com o homem que conhecera. No entanto, esse será também um caminho de perdição: a moça será enganada, vai parar a outro país, viajamos por Portugal, nos anos cinquenta, Lisboa, Estoril... e é aqui obrigada a reconstruir a sua vida. Tudo isso sob a luz de uma guerra. Essa é a trama de "O TEMPO ENTRE COSTURAS" o primeiro romance da espanhola MARIA DUEÑAS, que nasceu em Puertollano (Ciudad Real) em 1964, é casada, tem dois filhos e reside em Cartagena.
Com ela aprendi um pouco da realidade espanhola nas mãos do Generalíssimo Franco; e um pouco sobre os serviços de espionagem internacionais que se mantinham atentos ao namoro e noivado do governo espanhol com a Alemanha de Hitler.E que curioso retrato o de Portugal nos anos quarenta e cinquenta. E assim, neste bonito mês de Maio 2012, viajando pelos livros as surpresas vão surgindo...e que bela surpresa (por inesperada) foi este encontro com Maria Dueñas.


Estamos a meio de Maio e será com O SENHOR JUARROZ que retomarei o caminho para mais uma viagem desconcertante...mas disso darei conta proximamente


domingo, 9 de junho de 2013

UMA PESSOA? UMA COISA?

José Castelo Branco - Famosos na 39ª Modalisboa - Dia 4 Foto: Artur Lourenço/Lux


Será:
Terrestre?
Extraterrestre?
Aquático?
Uma coisa?

Não conheço a pessoa mas a "embalagem" é absolutamente abjecta,
desprezível, só encontro uma palavra para a(o) descrever:
-inumana
 
 
Castelo Branco em caso de orgias sexuais violentas

domingo, 2 de junho de 2013

LISBOA ANTIGA/LISBOA ACTUAL

 
 
A Casa dos Bicos em Alfama-Lisboa, a oriente do Terreiro do Paço, foi mandada construir em 1523 por D. Brás de Albuquerque, filho de Afonso de Albuquerque (Governador da Índia Portuguesa).

A fachada está revestida de pedra aparelhada em forma de ponta de diamante, os "bicos", que demonstram uma clara influência renascentista italiana.
Com o terramoto de 1755 foram enormes os danos, tendo desaparecido os dois últimos andares.

Foi, entretanto utilizada para os mais variados efeitos, dentro os quais como armazém de bacalhau.

Aqui funciona hoje a Fundação José Saramago.
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

BACK-GROUND, BLACK-OUT, COFFE BREAK


Desde que se passou a designar uma camiseta por T-shirt e  uma cueca por slip, tem sido um ver se te avias, porque o que tem fundamento passou dizer-se back-ground, um apagão passou a designar-se por black-out, em vez de um aperitivo passou a pedir-se um drink, fazer jogo limpo, na linguagem do inimitável e grande dinamizador da língua portuguesa, JJ (já o ouviram certamente a falar na 2ª. pessoa...se tu jogas assim, se tu fazes assim...) pois para JJ jogar limpo é ter fair play, em vez de passatempo hobby, feed back em vez de retorno/resposta, ele não corre a pé faz jogging, a rádio deixou de passar música de propaganda para passar jingles, um conjunto é palavra absolutamente ultrapassada na língua portuguesa já que fino é dizer-se um KIT,  não há mais pequenas camionetas há sim PICK UP's, não existem mais lemas existem sim slogans, já não há intervalos para beber café há sim coffee break's, e por aí fora NON STOP...



Efectivamente não há cão nem gato, com grandes laivos de presunção e de superioridade anglófona, tentando revelar um elevado grau sofisticação intelectual, que, quando bota discurso, não vomite um timing, um trade-off, um off-record, um feeling, um outsourcing

Não aprecio nada este linguajar que é apenas revelador dum tremendo provincianismo e identificador de um elevado grau de incultura e, sobretudo, uma submissão a tudo o que é estrangeiro.revelador dum profundo desconhecimento do português. 



 
Quantas vezes eu não ouvi já na televisão e na rádio a jornalistas, comentadores vociferarem éfe-bi-ai em vez de FBI, de ci-ai-ei em vez de CIA e nei-tou para se referirem à NATO, a quem, registe-se, nunca os Espanhóis deixaram de chamar OTAN (e assim o deveríamos nós ter continuado a fazer).



Quando vou a Espanha ninguém me entende se não falar em espanholês, mas quando os espanhóis, ingleses, franceses, vêem a Portugal aí estamos nós a falar espanhol, inglês e francês. Obviamente que, neste caso, até poderá ser um sinal positivo de hospitalidade que só nos fica bem mas creio que é sobretudo a submissão que está plenamente inclulcada no espírito português; parece que ainda continuamos com aquela marca de água que tudo o que vem de lá de fora é que é bom e é superior.

Qual globalização qual carapuça, qual aldeia global, não desleixemos a nossa língua, não tornemos o português uma língua sem nexo, absolutamente desfigurada, falemos Português, falemos a língua que sempre falaram os nossos pais e os nossos avós e que muito nos deve orgulhar!

 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

POR ONDE ANDEI EM 2012 - IV

Vergílio Ferreira
Este não será propriamente um balanço dos livros que li em 2012, que normalmente se fazem no início de cada novo ano, será apenas mais uma oportunidade para falar de livros e de deixar registada a minha opinião sobre eles, neste caso, sobre os que li em 2012, tentando fazê-lo como que quem viaja através deles e com os respectivos autores. Hoje posso dizer que viajei com um dos meus escritores favoritos (VERGÍLIO FERREIRA) através do seu excelente diário CONTA CORRENTE, o 4, neste caso. Estes diários referem-se a pessoas e factos conhecidos e reais, localizáveis historicamente através da data que é a medida exacta do tempo e atributo do documento histórico.



Deste excelente CONTA CORRENTE 4, retive algumas frases:

-A morte é o silêncio e a vida é o ruído
-Ser neto é ser sempre pequeno
-Vou prestar atenção ao que tenho visto sem ver
-Não se têm filhos depois de velho quando já os têm os filhos que tivemos

Mais um excelente livro. Todos os volumes destes diários (são nove 9) são excelentes

 

Encontrei-me depois com um personagem com um permanente mal-estar cuja fonte é a inadequação do seu espírito à sociedade, à massa, à média e à vulgarização burguesa da vida e dos valores. É por isso que se define como "O LOBO DAS ESTEPES". É deste autor um dos livros que mais gostei até hoje (Siddharta), contudo, "O LOBO DAS ESTEPES" nunca me conseguiu "prender", não é um romance nada fácil e, só não o larguei a meio porque este autor não me oferece qualquer dúvida da excelência da sua escrita, mas, sinceramente, cheguei ao fim das 224 páginas sem conseguir "agarrá-lo", talvez o tente numa próxima oportunidade


Viajei depois para Itália e regressei aos anos 30 e 40 do século XX, e fui ao encontro da "MISTERIOSA CHAMA DA RAINHA LOANA" do grande escritor italiano UMBERTO ECO.
Um livro muito bom que vos recomendo, com imagens belíssimas.
É um livro de mais de 400 páginas mas que se lê com uma satisfação imensa, estive sempre apaixonado por este livro enquanto o lia, fala-nos da experiência de um homem, calmo bibliófilo de Milão, que após sofrer um AVC perde todas as memórias de si próprio.Não sabe quem é nem conhece quem o rodeia, vale a pena!

Gonçalo M. Tavares

E a próxima viagem iniciar-se-à com o jovem e desconcertante escritor Gonçalo M. Tavares, até lá






 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

LISBOA ANTIGA/LISBOA ACTUAL


A Brazileira do Chiado em 1911, antes da renovação da fachada e quando Pessoa ainda não bronzificava na esplanada
(Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal ; Autor: Joshua Benoliel)
 
 
 
 
 
ACTUAL
 
A BRASILEIRA DO CHIADO é um café emblemático da cidade de Lisboa,
localizado no Chiado (Rua Garrett), fundado por Adriano Telles, um
português que viveu no Brasil e que, antes da remodelação que criou
a cafetaria (em 1908), era uma loja que vendia o genuíno café do Brasil,
curiosamente um produto muito pouco apreciado na altura, e que ele com
facilidade importava do Brasil.
 

 
 


estátua a Fernando Pessoa, à porta da Brasileira, inaugurada em 1988



sexta-feira, 3 de maio de 2013

POR ONDE ANDEI em 2012 - III




Na minha última abordagem aos livros que li em 2012, mencionei o facto de ir ao encontro de um dos meus escritores favoritos (vivos), Philip Roth que me apresentou o actor de teatro Simon Axler que, com 66 anos, perdeu a capacidade de representar.

Este foi o 10º. romance de PHILIP ROTH que li e não há dúvida que é um grande escritor, gostei muita deste "A HUMILHAÇÃO", que quase podia ser um conto, embora tenha a estrutura de um romance, tem apenas 127 páginas e centra-se praticamente num único personagem. É uma pequena novela sobre a velhice e a decadência do corpo e a morte, na sequência doutros que vem publicando, como "O Fantasma sai de cena", "Todo o Mundo", "Indignação".


Recomendo vivamente, apesar de, na minha perspectiva, Philip Roth ter uma escrita "pesada" a tal que nos obriga a pensar, e daí o grande mérito dos bons livros e dos grandes escrotores.

De um a nove 6 estrelas para "A HUMILHAÇÃO".



Parti seguidamente à procura de um escritor chileno muito em voga em 2011 e 2012, ROBERTO BOLAÑO, e foi com "O TERCEIRO REICH" que me encontrei com ele, mas, sinceramente, nunca me consegui encontrar com esta escrita.

 

Se fosse publicado enquanto o autor estivesse vivo, provavelmente alguns personagens poderiam ganhar mais destaque e alguns capítulos seriam certamente mais e melhor trabalhados, contudo, nunca me consegui encontrar com este clima claustrofóbico, e dificilmente voltarei a Bolaño. Há livros que em determinadas alturas não nos agradam minimamente, poderá ter a ver, certamente, com certos ciclos da nossa vida.
Não gostei deste primeiro contacto que tive com este escritor chileno.
N
 
«Escrever é a única maneira de me defender das recordações que tantas vezes e tão inesperadamente me avassalam. Ficassem elas presas na minha memória e o tempo torná-las-ia cada vez mais pesadas, acabariam por me esmagar», confessa o escritor austríaco W.G.Sebald (1944-2001) num dos seu romances. Pois foi depois de ter lido esta frase algures que parti à descoberta deste escritor W.G.SEBALD  através do livro "O CAMINHANTE SOLITÁRIO".

Pois este livro dá-nos seis retratos ricamente ilustrados de seis ilustres e interessantes personagens, dos quais nos relata aspectos bem curiosos:
-JOHANN PETER HEBEL (1760-1826)  poeta, teólogo evangélico e pedagogo alemão;
-JEAN JACQUES ROUSSEAU - Célebre escritor e filósofo humanista de expressão francesa, nasceu em Genebra em 1712 vindo a falecer em 1778. É dele esta frase: "O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe."
-GOTTFRIED KELLER - Poeta e romancista suíço, de expressão alemã, nascido em 1819, em Zurique, e falecido em 1890, na mesma cidade.
 
-ROBERT WALSER - Belíssimo escritor suiço (1878-1956), que tem alguns bons livros  publicados em Portugal ("O AJUDANTE" é um deles) , apesar de praticamente desconhecido entre nós. E ainda de um amigo de infância, o pintor JAN PETER TRIPP.
 
É um livro agradável embora esta seja, na minha perspectiva, uma escrita preguiçosa e lenta (frases demasiado longas) que, contudo, não deixa, em certas circunstâncias, de ser agradável, mas, como diria o meu amigo Almeidinha -temos tanta coisa para ler...
3 na minha escala de um a nove.
 
 
E na próxima viagem falarei dum dos meus livros favoritos (uma série de sete), com um excelente escritor português, VERGÍLIO FERREIRA e dos seus excelentes diários "CONTA CORRENTE"-excelentes.
 


 

domingo, 28 de abril de 2013

O QUE ANDO A LER


 
Do Miguel Real já tinha lido “O ÚLTIMO NEGREIRO” um livro que me tinha “vacinado” contra este autor, pois “O ÚLTIMO NEGREIRO” foi (para mim) uma chatice de todo o tamanho principalmente depois de ter lido “O VICE REI DE AJUDÁ” do Bruce Chatwin sobre a mesma personagem que foi o último português mercador de escravos que quando morreu, em 1857, deixou sessenta e três filhos mulatos e um número desconhecido de filhas cuja progenitura, cada vez mais escura, hoje incontável como gafanhotos, se estende de Luanda ao Chiado.

Mas este “O FEITIÇO DA ÍNDIA” é um belo romance, que conta a história de três portugueses, pertencentes à mesma árvore genealógica, e a sua presença indiana, em diferentes momentos da nossa história. Começamos em Lisboa com José Martins, salvo da forca no último instante e que parte como “degradado” na armada de Vasco da Gama, onde se torna num médico imprescindível, apesar de não ser diplomado. É ele o primeiro português a pisar solo indiano, numa viagem de prospecção onde uma vez mais consegue fintar uma morte que para muitos seria certa.
 
Há também a história de Augusto Martins, o único português não luso-indiano que decidiu permanecer em Goa após a invasão das tropas indianas quando corria o ano de 1961.
 
E, por último, seguimos os passos do narrador desta história, descendente de José Martins e filho de Augusto Martins, que após o reatamento das relações entre Portugal e a União Indiana parte para a Índia à procura do seu pai, remetido a um silêncio eterno desde que havia deixado a pátria lusitana.
 
Das 381 páginas apenas me faltam cem mas desde já realço que esta é uma obra bela e cruel, ousada e sensual e que vos aconselho vivamente.
 
Miguel Real

quarta-feira, 24 de abril de 2013

UMA NOVA VIDA

Passam hoje (24.04.2013) quatro anos (seriam 14h30m), quando, na Auto Estrada, me dirigia de Lisboa para Estremoz, e de repente me senti como que a "navegar em mar tormentoso, debaixo de um camião espanhol, arrastado durante cerca de 1 Km.
Pois nesse dia creio que, por alguém muito poderoso, e/ou por sorte do destino, me foi concedida a dávida de viver mais uma vida.

Obrigado


sexta-feira, 19 de abril de 2013

À HORA DA MORTE

Frases proferidas à hora da morte


IMMANUEL KANT - filosofo Prussiano   -   1724-1804

"tudo está bem" - I. Kant
 
 
Johann Wolfgang Goethe - escritor e pensador alemao - 1749-1832
 
"mais luz"  - Goethe
 
 
Fernando Pessoa - poeta portugues  -  1888-1935

"amanhã o que virá?" - Fernando Pessoa
 
 
 
 
Alexandre Herculano  -  escritor, historiador, jornalista e poeta portugues - 1810-1877  

"tirem daqui as mulheres"  -  Alexandre Herculano





 (do livro PENSAR de Vergilio Ferreira)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

LISBOA ANTIGA/LISBOA ACTUAL



abrigo e bilheteira do elevador da Glória - 1931

 
Foto de Joshua Benoliel (Lisboa 1873-1932), fotógrafo e jornalista,
talvez o maior fotógrafo português do séc. XX
 
 
 
O Ascensor da Glória, popularmente conhecido como o Elevador da Glória, situado
na cidade de Lisboa, liga os Restauradores ao Bairro Alto.

Construído pelo engenheiro português Raoul Mesnier du Ponsard, foi inaugurado
em 24 de Outubro de 1885. O sistema de tração original era de cremalheira (trilho
suplementar dotado de dentes e sobre o qual se engrenam rodas motrizes
igualmente dentadas das locomotivas, com o fim de subir ou descer com
segurança percursos inclinados) e cabo por contrapeso de água, passando mais
tarde a ser por vapor.
Em Setembro de 1915 passou a ser movido por electricidade.

Até finais do séc. XIX, durante as viagens nocturnas a iluminação dentro da cabine
era feita com velas.

Desde Fevereiro de 2002 encontra-se classificado como Monumento Nacional 
(devidamente grafitado, chancela e símbolo da ignorância reinante...)


sexta-feira, 5 de abril de 2013

FANTÔMAS

Este meu gosto pelos livros já vem de há muito tempo e quem, de algum modo, me "meteu" este vício foi um tio meu, infelizmente já falecido, o meu tio José António (Zé dos Talhos) e que sempre relembro com muita saudade.
Pois este meu tio, marido de uma das minhas tias mais bonitas,que tinha o gosto por alguns livros policiais, incentivou-me, teria eu os meus catorze anos, a ler "FANTÔMAS" um personagem francês fictício de literatura, criado pelos autores Marcel Allain (1885–1969) e Pierre Souvestre (1874–1914), e foi ele que me ofereceu mesmo alguns livros desta colecção de 32 volumes, editada pela Editorial Dois Continentes, há mais de cinquenta anos (depois completei a colecção, e todos os volumes são 1ª. edição (de Abril de 1952)). 





 
E assim começou, com Fantômas, este vício dos livros (vício bem salutar como diz o meu amigo Almeidinha).
 
Depois disso, tenho obviamente muitas outras recordações relacionados com os livros; lembro-me, por exemplo, perfeitamente de que na semana anterior à minha ida para a Guiné (serviço militar), fui com o meu amigo Fernando Manuel Montes, à Feira do Livro de Lisboa e comprei mais de 20 livros, a maioria recomendados por ele. Pois a única "bagagem civil" que praticamente me acompanhou naquela missão foi uma "mala de cartão" , com uma muda de roupa civil e esses vinte e tais livros.
 
Alguns ainda os conservo, e lá está, ainda bem visível, a data da compra, que costumo pôr em cada livro que adquiro -neste caso, 09Junho1972-:
 
"A minha mulher" de Anton Tchecov
"Tarass Bulba" de Nicolau Gógol
"Moby Dick" de Herman Melville
"Contos escolhidos" de Anatole France  
"Bel-Ami" de Guy Maupassant
"Os Vagabundos" de Máximo Gorki
"O Crime do Padre Amaro" de Eça de Queiroz
"O Idiota" de Dostoievesky
"Crime e Castigo" de Dostoivesky 
"Contos" de Katherine Mansfield
 
e outros que, entretanto, fui emprestando...e que nunca mais reavi.

livro emprestado é (quase sempre) livro perdido